Crédito à produção na construção civil registra queda de 63% no período acumulado de 2025

O número de unidades financiadas com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo na construção civil diminuiu.

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(Imagem de reprodução da internet).

A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) divulgou na segunda-feira (28.jul.2025) uma análise sobre o desempenho do setor no segundo trimestre de 2025. Os dados indicam uma queda de 62,9% no financiamento de construções com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) de janeiro a maio deste ano em relação ao mesmo período de 2024.

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Foram financiadas 24.115 unidades nos cinco primeiros meses de 2025, em comparação com 65.059 no mesmo período de 2024. Em valores, houve uma redução de 54,1%: de R$ 15,5 bilhões no ano anterior para R$ 7,1 bilhões neste ano.

A economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, atribuiu a queda à taxa Selic, elevada a 15% ao ano, o maior nível desde 2006, e à saída líquida de R$ 49,6 bilhões da Poupança no primeiro semestre de 2025.

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O custo do crédito é elevado tanto para o comprador quanto para o construtor. Os bancos têm priorizado o financiamento da aquisição, em detrimento da produção.

Observou-se um aumento de 16,4% no crédito destinado à aquisição de imóveis. Registrou-se financiamento de 132,3 mil unidades de janeiro a maio de 2024, em comparação com 154 mil no mesmo período de 2025.

Empregos formais são caracterizados por vínculos contratuais.

A construção civil atingiu 3 milhões de empregos formais em maio. O número é recorde, considerando a série histórica do novo Caged, a partir de 2020.

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Apesar do elevado nível de trabalhadores com carteira assinada, o setor da construção civil enfrenta uma contração no crédito. O presidente da CBIC, Renato Correia, argumentou a favor de novas ações para impulsionar o setor.

A construção civil continua gerando empregos, impulsionando a economia e fomentando o desenvolvimento do país, mesmo em um cenário de taxas de juros elevadas e restrição ao crédito. Os dados evidenciam a força e a capacidade de recuperação do setor, mas também destacam a necessidade de ações que assegurem um ambiente mais propício à produção e ao investimento.

Entre janeiro e maio de 2025, o setor gerou 149,2 mil novas contratações formais. Isso corresponde a uma retração de 6,7% em comparação com o período de 2024, quando o total de empregos com carteira assinada, já com ajuste sazonal, foi de aproximadamente 160 mil.

O salário médio de admissão é de R$ 2.436. De acordo com a CBIC, representa o mais elevado entre todos os setores analisados, abrangendo serviços, indústria e até a administração pública.

Desenvolvimento.

A CBIC projetou crescimento do PIB do setor em 2,3% para 2025, considerando o cenário econômico e a desaceleração nas expectativas de novos investimentos.

Ieda Vasconcelos considera que a projeção apresenta “um leve otimismo” e é mantida pela “inércia de lançamentos anteriores, que ainda geram atividade e emprego”.

Fonte por: Poder 360

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