Crise EUA x Irã atinge mercados! 🚨 Petróleo ultrapassa US$ 100/barril e inflação dispara. O que esperar do FED?
Em meio a um cenário de crescente tensão, a segunda-feira, 16 de março de 2026, marca a terceira semana do conflito entre Estados Unidos e Irã. A situação tem gerado grande preocupação nos mercados financeiros, especialmente em relação à estabilidade no fornecimento de petróleo do Golfo Pérsico, um fator crucial para a manutenção dos preços em níveis elevados, ultrapassando os US$ 100 por barril.
Os contratos futuros do petróleo Brent, referência para o mercado internacional e para a Petrobras, registraram um aumento de 1,25% nesta manhã, atingindo US$ 104,40 após subir até US$ 106 durante a madrugada. Essa valorização se deve, em grande parte, ao impacto da instabilidade geopolítica na percepção de risco dos investidores e à manutenção dos preços acima da meta, considerando que em fevereiro, o barril de Brent era negociado a US$ 70, representando um aumento de 48%.
A principal preocupação dos investidores reside no efeito do aumento do preço do petróleo nos índices de inflação. Os dados divulgados na sexta-feira (13) do Personal Consumption Expenditure (PCE) de janeiro revelaram uma inflação acumulada de 3,1% em 12 meses, com o núcleo do índice, que exclui os preços mais voláteis de alimentos e energia, ainda em 3,1%. Apesar de estar em linha com as expectativas, esse resultado supera em muito a meta de 2,0% estabelecida pelo Federal Reserve (FED), o banco central dos Estados Unidos, dificultando a possibilidade de redução das taxas de juros.
As reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Open Market Committee (Fomc) ganharam ainda mais importância. Inicialmente, os investidores esperavam cortes de juros de 0,50 ponto percentual pelo Copom e, pelo menos, a sinalização de um corte nos Estados Unidos. No entanto, os dados recentes alteraram drasticamente as expectativas, com a probabilidade de manutenção dos juros americanos no nível atual na reunião de junho subindo para 77,1%, mais que o dobro do registrado um mês antes. A projeção de um corte em junho também se tornou menos provável, tendo sido inicialmente prevista para junho.
O movimento também foi replicado no Brasil. Em fevereiro, as opções de Copom negociadas na B3 indicavam uma probabilidade de 83% de corte de 0,50 ponto percentual na Selic. A manutenção das taxas era praticamente inexistente, com apenas 2% de chance de um corte de 0,25 ponto percentual. No entanto, após o conflito, a probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual quase quadruplicou, atingindo 53%, e a previsão de um corte de 0,50 ponto percentual despencou para 23%. A possibilidade de o Banco Central (BC) decidir não cortar os juros nesta reunião também aumentou, com uma probabilidade de 25% de manutenção da Selic.
A semana se inicia com uma leve alta nos contratos futuros dos principais índices americanos no pré-mercado. As cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil também mostram uma leve valorização. Os investidores buscam ações a preços competitivos após a forte queda das últimas semanas. Os indicadores Focus para o Brasil e os Estados Unidos também foram divulgados, com o Índice IBC-Br (Jan) esperado em +0,85% e o Índice Empire State de atividade industrial (Mar) esperado em 4,00%.
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