Passagens Aéreas Discorrem sobre Aumento de Preços Devido a Conflito Irã-Israel
O preço do combustível disparou, atingindo valores que ultrapassam os R$ 5 mil, e essa alta tem um impacto direto nos preços das passagens aéreas, segundo especialistas. O aumento está diretamente ligado à guerra entre Irã e Israel, que elevou o preço do petróleo.
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A situação já tem gerado preocupação no setor aéreo, com previsões de repasses aos consumidores.
Segundo Manuel Irarrazaval, diretor financeiro da empresa, cada aumento de US$ 1 no preço do Querosene de Aviação (QAV) pode resultar em um aumento de cerca de 10% nas passagens. Bruno Corano, CEO da Corano Capital, reforça essa relação direta, destacando que o combustível é o principal custo das companhias aéreas.
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Ele estima que os trechos com menor concorrência são os que mais sofrem com o aumento, podendo ter seus preços elevados de forma mais significativa.
A Azul já anunciou um aumento médio de mais de 20% nas passagens nas últimas três semanas, e planeja implementar estratégias para lidar com a pressão de custos, incluindo a redução da oferta de voos domésticos no segundo trimestre de 2026. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alerta para os impactos do reajuste de 54,6% no preço do QAV, que representa 45% dos custos operacionais das companhias aéreas.
A Abear defende mecanismos para diminuir os impactos do aumento do QAV, garantindo o desenvolvimento do transporte aéreo e a conectividade nacional.
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Economistas e planejadores financeiros oferecem diferentes perspectivas sobre o mercado. Paula Sauer, economista e professora de Economia Comportamental, estima que o mercado leva, no mínimo, 90 dias para se normalizar. Se a viagem for no curto prazo, pode ser válido comprar a passagem, mas se for para o final do ano, os governos e companhias aéreas têm mais tempo para mitigar os impactos.
Carlos Castro, planejador financeiro, ressalta que quanto mais próximo da data da viagem, maior o preço, devido à ocupação dos voos. Corano sugere que, se o preço ainda não subiu e a pessoa sabe quando vai viajar, ainda há tempo para comprar a passagem sem sofrer os reajustes.
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) enviou uma proposta ao Ministério da Fazenda e à Petrobrás com medidas para reduzir os impactos da elevação do preço internacional do petróleo, incluindo a redução da alíquota do PIS/Confins sobre o QAV e a redução da alíquota de imposto de renda incidente sobre o leasing das aeronaves.
O objetivo é preservar a competitividade das empresas e manter a conectividade aérea no país.
