O mercado financeiro internacional está sob forte pressão após uma série de confrontos entre a administração Biden e o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. A situação tem gerado preocupação entre os grandes players do setor.
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Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, recentemente se manifestou, reiterando que qualquer influência política sobre o Fed poderia levar a um aumento da inflação e das taxas de juros. Ele considera perigoso tentar manipular as decisões da instituição para atender a interesses políticos de curto prazo, o que contraria os objetivos de crescimento econômico.
Preocupações e Alertas
Essa situação ocorre em meio às tentativas do ex-presidente Donald Trump de pressionar o Fed, buscando reduzir as taxas de juros. O Fed, por sua vez, mantém sua independência, o que tem intensificado o tom da discussão.
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Jerome Powell, presidente do Fed, tem enfrentado uma escalada de pressão, incluindo investigações relacionadas a declarações passadas. A preocupação se estende além dos Estados Unidos, com investidores temendo que a instabilidade se espalhe pelo mundo.
Reações de Líderes Financeiros
Jamie Dimon não é o único a expressar preocupação. Outros grandes bancos, como o Bank of New York Mellon, também alertam sobre os riscos. Líderes como Alan Greenspan, Ben Bernanke e Janet Yellen se juntaram à crítica, classificando as investigações contra Powell como um uso indevido do sistema legal.
Defesa da Autonomia dos Bancos Centrais
Bancos centrais de países como Reino Unido, Canadá, Coreia do Sul e Brasil, em uma declaração unificada, reforçam a importância da autonomia dessas instituições. Eles enfatizam que a independência é fundamental para manter a estabilidade de preços e proteger os interesses da sociedade.
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O diretor-financeiro do JPMorgan, Jeremy Barnum, destaca que, se o mercado perder a confiança de que o Fed toma decisões baseadas em dados, o impacto não se limitará aos Estados Unidos, afetando a economia global.
