Alerta de recessão nos EUA! Crise no Oriente Médio dispara riscos e aversão ao risco. Analistas preveem alta de 48,6% para recessão. 😱
A complexa situação geopolítica envolvendo o Irã e a subsequente escalada dos preços do petróleo têm gerado crescente preocupação entre analistas econômicos, elevando as projeções de recessão para os Estados Unidos. A instabilidade no Oriente Médio, que se intensificou em 2025, tem impulsionado a percepção de risco, com diversas instituições revisando suas estimativas de crescimento e aumentando a probabilidade de uma retração econômica.
Instituições como a Moody’s Analytics e o Goldman Sachs ajustaram suas projeções, elevando a chance de recessão para 48,6% e 30%, respectivamente. Mark Zandi, economista-chefe da Moody’s, expressou sua preocupação com o aumento dos riscos, alertando para uma “ameaça real” de retração.
O Goldman Sachs, por sua vez, reduziu sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano para 2,1%, citando a alta das previsões de inflação e os preços do petróleo em alta.
Outras entidades, como o Wilmington Trust e a EY-Parthenon, também revisaram suas projeções para cima, com a probabilidade de recessão estimada em 45% e 40%, respectivamente. Gregory Daco, economista-chefe do Wilmington Trust, alertou que essa probabilidade pode aumentar rapidamente se o conflito se prolongar ou se expandir, com a inflação podendo se aproximar de 5%.
A plataforma Polymarket e a Kalshi também registraram quedas nas projeções, indicando uma crescente apreensão em relação ao futuro da economia americana.
Para entender melhor o cenário, é fundamental compreender o que define uma recessão. Caracterizada por dois trimestres consecutivos de crescimento negativo do PIB, a definição do National Bureau of Economic Research (NBER) vai além, abrangendo uma “queda significativa da atividade econômica, disseminada pela economia e que dura mais do que alguns meses”.
A revisão do Departamento de Comércio na estimativa de crescimento do quarto trimestre de 2025, de 1,4% para 0,7%, reflete a desaceleração da economia americana.
A percepção dos americanos sobre a economia também tem se mostrado volátil. A prévia da pesquisa de confiança do consumidor da Universidade de Michigan indicou otimismo antes do início da guerra com o Irã, mas esse sentimento foi rapidamente dissipado após o conflito.
A pesquisa, que será atualizada em 27 de março, e o índice de confiança do consumidor da Conference Board, a ser divulgado em 31 de março, serão cruciais para monitorar a evolução da confiança dos consumidores.
Apesar do enfraquecimento do mercado de trabalho, com a taxa de desemprego subindo para 4,4% em fevereiro, a chamada regra de Sahm sugere que a probabilidade de recessão ainda é menor do que a observada em 2024. Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional, afirmou que a guerra com o Irã não deve afetar com peso a economia dos EUA, ressaltando a resiliência da economia americana nas últimas décadas.
No entanto, diversas instituições alertam que preços do petróleo elevados poderiam desencadear uma recessão. A Vanguard, Wells Fargo, Oxford Economics e outras destacaram que os preços do petróleo precisariam se manter acima de determinados níveis para provocar esse cenário.
O Federal Reserve já havia alertado, em 2001, sobre a relação entre a alta dos preços da commodity e a recessão, e a economia americana se tornou mais resiliente nas últimas décadas, estando mais preparada para absorver o impacto de custos mais altos de energia.
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