Crise no Oriente Médio abala mercados! Petróleo dispara e bolsas caem. Conflito intensifica riscos globais e inflação. Alerta do BCE!
A terça-feira, 3 de março, começou com um clima de crescente tensão nos mercados internacionais. O conflito no Oriente Médio intensificou-se com ações de Israel contra alvos do Hezbollah no Líbano e ataques do Irã à Arábia Saudita e outros países da região.
Essa escalada gerou preocupação e impacto imediato nos preços do petróleo, que subiram 6,3%, atingindo US$ 82,67 o barril do tipo Brent, referência para a Petrobras.
Nos mercados de ações, o cenário também foi negativo. Os contratos futuros dos principais índices americanos apresentaram quedas no pré-mercado, com o S&P 500 recuando 1,9% e o Nasdaq caindo 2,4%. Essa movimentação reflete a incerteza e o receio dos investidores em relação à duração e ao impacto do conflito no abastecimento de petróleo.
Em contraste com o aumento do petróleo, o ouro registrou uma queda de 1,5%, com o metal cotado a US$ 5.250 por onça. Essa desvalorização acompanha a aversão ao risco no mercado, impulsionada pela instabilidade geopolítica. O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, alertou para o potencial impacto de um conflito prolongado na zona do euro, com risco de aumento da inflação e desaceleração do crescimento econômico.
No Brasil, o IBGE divulgará nesta terça-feira os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2025, com expectativa de estagnação da economia. As projeções indicam um crescimento de apenas 0,1% entre outubro e dezembro, o que resultaria em uma expansão de 1,8% em relação ao trimestre anterior.
Essa perspectiva é vista como um fator negativo para o mercado, especialmente diante da persistência da inflação e da política monetária restritiva.
À tarde, o Ministério do Trabalho divulgará os dados do Caged de janeiro, com expectativa de 90 mil contratações líquidas, após as 618 mil dispensas líquidas de dezembro. Se esse resultado for confirmado, ele reforçará a impressão de desaceleração da economia brasileira.
Apesar da volatilidade observada na segunda-feira, quando o Ibovespa caiu na abertura, mas se recuperou, a expectativa é de que o mercado continue sensível aos acontecimentos no Oriente Médio. A resiliência do Irã, em particular, está desafiando as previsões iniciais e gerando incertezas adicionais.
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