Na manhã de quinta-feira, 5 de maio de 2026, o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e seu cunhado, Fabiano Zettel, empresário, foram transferidos para a Penitenciária de Potim, localizada no interior de São Paulo. A dupla havia sido presa na capital paulista na quarta-feira, 4, após procedimentos iniciais da Polícia Federal e encaminhamento ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos.
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Regime de Observação em Potim
Com a chegada ao presídio de Potim, Vorcaro e Zettel iniciaram um período de observação, procedimento padrão em transferências desse tipo. Eles permanecerão em uma cela de isolamento por aproximadamente dez dias antes de serem integrados a uma ala comum do presídio.
A Penitenciária de Potim já abriga outros presos notórios, como o ex-médico Roger Abdelmassih, condenado por estupro de pacientes, e Fernando Sastre, envolvido em um caso de homicídio.
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Operação Compliance Zero e Detenções
As prisões foram realizadas durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. Foram cumpridos quatro mandados de prisão, incluindo os contra Vorcaro, Zettel e outros dois indivíduos investigados. A autorização para a prisão preventiva de Vorcaro foi concedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em sua primeira decisão após assumir a relatoria do inquérito.
Outras Prisões e Detenções
Além de Vorcaro e Zettel, outros indivíduos foram presos. Luiz Phillipe Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, líder de um grupo que coletava informações sobre adversários do Banco Master, cometeu suicídio na prisão após ser detido.
Marilson Roseno da Silva, ex-policial federal aposentado, também foi preso, suspeito de monitorar indivíduos considerados adversários do grupo. A operação também resultou na busca e apreensão em 15 endereços em São Paulo e Minas Gerais.
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Investigações e Acusações
A investigação aponta que o Banco Master utilizou uma estratégia de captação de recursos através da emissão de CDBs com rentabilidade acima da média do mercado, direcionando o dinheiro para operações de alto risco. A Polícia Federal suspeita de gestão fraudulenta e indução ao erro, além de ocultação de recursos e pagamentos indevidos.
A acusação indica que Vorcaro lideraria uma estrutura com quatro frentes: financeira, corrupção institucional, ocultação patrimonial e um núcleo de intimidação.
