Daniel Vorcaro, empresário e proprietário do Banco Master, está sendo transferido para a Penitenciária Federal de Brasília nesta sexta-feira, 6 de julho de 2026. A transferência ocorre após um período de detenção no presídio de Potim, em São Paulo, onde passou por avaliação médica realizada pelo Instituto Médico Legal (IML).
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A decisão de realocá-lo foi tomada pelo ministro André Mendonça, responsável pelo caso no Supremo Tribunal Federal (STF), com base em considerações de segurança pública e da própria integridade física do investigado.
Justificativas para a Transferência
A Polícia Federal (PF) argumenta que a transferência é necessária devido à capacidade de Daniel Vorcaro de exercer influência sobre figuras do poder público e do setor privado. A corporação destaca sua “articulação e influência” e a potencial interferência em investigações e decisões judiciais.
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A PF também ressalta que a Penitenciária Federal de Brasília oferece um ambiente de segurança máxima, adequado para garantir a prisão cautelar do empresário.
Diálogos com Ciro Nogueira
Durante a investigação, a PF identificou trocas de mensagens entre Daniel Vorcaro e Ciro Nogueira, senador do Partido Progressista (PP) e presidente nacional do partido. As mensagens incluem ordens de pagamento a uma pessoa identificada apenas como “Ciro”.
Ciro Nogueira negou qualquer envolvimento direto com as transações e classificou as acusações como “mentira fabricada”.
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Investigações em Andamento
A defesa de Daniel Vorcaro ainda não se pronunciou sobre o caso. A Polícia Federal iniciou uma análise para verificar se há indícios de crimes envolvendo o banqueiro e o senador Ciro Nogueira. Apesar disso, ainda não foi aberta uma investigação formal contra o parlamentar no caso Master.
Operação e Desvios Financeiros
Paralelamente às investigações sobre o caso Master, a PF também conduziu uma operação que revelou desvios de aproximadamente R$ 390 milhões do fundo de Previdência Social do Estado do Amazonas. Esse valor foi investido irregularmente em instituições privadas, incluindo o Banco Master, entre junho e setembro de 2024.
A gestão da previdência estadual utilizou os recursos em Letras Financeiras emitidas por bancos privados, ignorando normas de governança e protegendo o dinheiro destinado às aposentadorias dos servidores estaduais.
