Deputada Federal Envolvida em Esquema de Desvio de Recursos do INSS
A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) encontra-se sob investigação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) por supostamente integrar uma organização criminosa responsável pelo desvio de centenas de milhões de reais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
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A investigação, que se estende por um esquema nacional de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões, aponta para o papel de Gorete na viabilização de fraudes estruturadas.
Investigação e Medidas Cautelares
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator da Operação Sem Desconto, determinou que a deputada use tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno. A decisão se baseia na suspeita de que Gorete controlava entidades associativas de fachada utilizadas no esquema, além de possuir procurações com amplos poderes para negociar acordos com o INSS, o que facilitava o aumento dos descontos ilícitos.
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Documentos apreendidos pela PF revelam que Gorete frequentemente contatava servidores do INSS, incluindo o ex-presidente do órgão, Alessandro Stefanutto, e diretores da Dataprev, buscando, mediante pagamento de propina, viabilizar o credenciamento de entidades associativas de aposentados.
Um inquérito detalha que a parlamentar obtinha ganhos milionários com as fraudes, com o valor de R$ 780.433,50 identificado em uma planilha de pagamentos de propinas.
Lavagem de Dinheiro e Imóvel de Luxo
Para ocultar o recebimento dos recursos ilícitos, Gorete utilizava contas de empresas de fachada, como a “SOP Processamento de Dados LTDA”, registrada no nome de sua sobrinha, Sofia Lilia Freitas Pereira. A Polícia Federal também identificou que a deputada recebia valores expressivos em sua conta bancária e realizava transferências vinculadas ao esquema.
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Uma mensagem interceptada revela o inconformismo de um investigado com a situação, comentando que Gorete estava ganhando R$ 1,5 milhão.
Com o dinheiro desviado, a empresa da sobrinha foi utilizada para prometer a compra de um apartamento de luxo avaliado em mais de R$ 4,4 milhões. Documentos comprovaram que R$ 1,1 milhão desse valor saiu diretamente da conta pessoal de Gorete, e ela era listada como a cliente contratante do imóvel.
Participantes do Esquema
O grupo criminoso era liderado pelo empresário Natjo de Lima Pinheiro, apontado como administrador financeiro, e pela advogada Cecília Rodrigues Mota, que atuavam em conjunto com Gorete, coordenando as operações financeiras ilícitas, a lavagem de dinheiro e o pagamento de propinas a servidores públicos.
A PF e o MPF solicitaram a prisão preventiva de Gorete, mas o ministro André Mendonça indeferiu o pedido, optando por medidas cautelares, como a tornozeleira eletrônica, o recolhimento domiciliar noturno, a proibição de contato com outros investigados e a entrega do passaporte.
A Jovem Pan tentou contato com a defesa de Gorete Pereira para obter uma declaração sobre o caso. O espaço permanece aberto para qualquer manifestação.
