Deputado Federal Lidera Operação Contra Organização Criminosa
O deputado federal Felix Mendonça Jr. (PTD), de 62 anos, é o principal responsável pela condução da operação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal. A investigação aponta para uma organização criminosa suspeita de desviar recursos de emendas parlamentares, além de praticar corrupção e lavagem de dinheiro, segundo informações da Polícia Federal.
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A operação, denominada Overclean, tem como foco o desvio de recursos públicos.
Mandados Cumpridos em Diversas Localidades
Ao todo, nove mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Distrito Federal e nas cidades baianas de Salvador, Mata de São João e Vera Cruz. A operação visa desmantelar o esquema de corrupção.
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Alvos da Operação: Luxo e Investigação
Em Salvador, um dos alvos é um apartamento no edifício Mansão Windberger, um dos locais mais caros da capital baiana. O imóvel, com vista para a Baía de Todos-os-Santos, píer, teleférico e apartamentos que chegam a 993 m² — avaliados em mais de R$ 55 milhões — também já foi residência de celebridades como o cantor Bell Marques e o jogador Everton Ribeiro.
A investigação busca identificar os responsáveis pelo esquema.
Histórico e Declarações Financeiras
Felix Mendonça Jr. nasceu em Itabuna, no sul da Bahia. Ele é filho do ex-deputado federal Félix Mendonça, que faleceu de Covid-19 em 2020, aos 92 anos, em Salvador. O atual deputado está no quarto mandato consecutivo como deputado federal. Ele foi eleito pela primeira vez em 2010 e tem se mantido na Câmara dos Deputados desde então.
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Nas últimas eleições, em 2022, declarou R$ 3 milhões em bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), incluindo uma casa na Praia do Forte, no litoral norte baiano, avaliada em R$ 660 mil, e uma embarcação de R$ 200 mil.
Fase da Operação e Bloqueio de Ativos
A primeira fase da Operação Overclean ocorreu em dezembro de 2024, quando 59 mandados judiciais foram cumpridos e 16 pessoas foram presas na Bahia e Goiás. Segundo a PF, o esquema funcionava por meio de direcionamento de recursos públicos de emendas parlamentares para licitações.
Servidores públicos facilitavam a vitória de empresas que superfaturavam contratos e desviavam o dinheiro. O STF determinou o bloqueio de R$ 24 milhões de investigados, entre pessoas físicas e jurídicas, para impedir movimentações de valores supostamente ilícitos.
