Deputados da Oposição Requerem Prisão de Lulinha em Investigação do INSS
Quarenta e sete deputados da oposição protocolaram nesta quinta-feira, 26 de julho de 2026, uma representação criminal junto ao Ministério Público Federal (MPF) com o objetivo de solicitar a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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A ação foi apresentada em resposta à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Os parlamentares argumentam que existem evidências suficientes para acusar Lulinha de crimes como corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Eles sustentam que os critérios estabelecidos no Código de Processo Penal para a decretação da prisão preventiva estão sendo atendidos, principalmente a necessidade de garantir a ordem pública e evitar qualquer interferência no andamento da investigação.
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A representação destaca a gravidade dos fatos, a ligação direta do investigado com o presidente da República e o risco real de que ele possa fugir para o exterior, ocultar provas ou continuar praticando os atos ilícitos.
A deputada Rosângela Moro (União Brasil-SP) enfatizou a importância de aplicar a lei de forma igualitária, sem distinção de status. “A lei precisa valer para todos, sem blindagem política”, declarou. “Não pode existir proteção institucional para ninguém.
Quando há indícios relevantes de ilícitos e risco concreto à ordem pública, a lei deve ser aplicada com o mesmo rigor, independentemente do sobrenome”.
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O Ministério Público Federal e o Poder Judiciário agora avaliarão se os elementos apresentados pelos deputados justificam a decretação da prisão preventiva de Lulinha. A investigação do INSS, impulsionada por informações obtidas pela Polícia Federal a partir do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, principal operador do esquema criminoso, e o acesso ao Relatório de Inteligência Financeira (RIF) de Fábio Luís Lula da Silva, tem sido fundamental para a CPMI.
A defesa de Lulinha, por meio de nota divulgada na quarta-feira (25), negou qualquer envolvimento do cliente nos desvios do INSS, afirmando que ele não participou de desvios nem recebeu valores ilícitos. Diante da repercussão midiática da investigação, a defesa solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso à investigação, buscando esclarecer os dados parciais e sigilosos utilizados na apuração.
