Deputados de partidos de direita no Parlamento Europeu solicitaram nesta quarta-feira (30.jul.2025) que a União Europeia aplique sanções ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e a outros membros do Judiciário. A solicitação foi direcionada à alta representante do bloco para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas. As medidas propostas incluem o bloqueio dos ativos de Moraes e a restrição de suas viagens a países do bloco.
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Os eurodeputados declaram que Moraes constitui uma “grave ameaça à liberdade de expressão”. De acordo com o grupo, o ministro agiu além dos limites legais ao exercer funções de investigador, promotor e juiz, bem como ao ordenar censura de discursos, bloqueio de bens e prisões sem o devido processo legal.
O texto é assinado pelo eurodeputado polonês Dominik Tarczynski, do partido ECR (Reformistas e Conservadores Europeus), e conta com o apoio de outros 15 parlamentares.
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A UE não deve permanecer inerte enquanto Moraes continua a utilizar o sistema judiciário brasileiro como instrumento contra seus adversários políticos e viola de forma flagrante os direitos humanos da população brasileira. Parabenizamos Donald Trump por aplicar sanções a Moraes nesta data e solicitamos à UE que faça o mesmo prontamente.
São propostas medidas como o bloqueio de ativos e a restrição de viagens para Moraes e outros ministros do STF considerados “cúmplices”. O grupo afirma que Moraes visa o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) e busca impedir sua participação nas eleições de 2026 por meio de acusações infundadas.
Os parlamentares declaram que a atuação do ministro contraria os compromissos da União Europeia com os direitos humanos e põe em risco não apenas a democracia brasileira, mas também os princípios democráticos internacionais que o bloco pretende defender.
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No X, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) celebrou a iniciativa. “Ao defender a liberdade no Brasil, você também está auxiliando na prevenção da propagação deste vírus, uma nova forma de censura implementada pelo Supremo Tribunal Federal no Brasil, que se espalha para a Polônia e a União Europeia”, declarou.
Fonte por: Poder 360