Descoberta chocante: Plantas surgem 20 milhões de anos antes do previsto!

Revolução na história da vida: estudo aponta para expansão massiva de plantas há 445 milhões de anos! 🤯 Descubra como a análise de sedimentos marinhos mudou nossa compreensão do surgimento da vegetação

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(Imagem de reprodução da internet).

Um estudo recente, publicado na revista Nature Ecology & Evolution em 24 de fevereiro, revolucionou a compreensão sobre o surgimento das primeiras plantas terrestres. Pesquisadores do Instituto de Geologia e Geofísica da Academia Chinesa de Ciências descobriram que a expansão em larga escala da vegetação nos continentes ocorreu cerca de 445 milhões de anos atrás, um período de 20 milhões de anos antes do que se acreditava anteriormente.

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Essa descoberta tem implicações significativas para entender as transformações ambientais que moldaram o nosso planeta.

Análise de Sedimentos Marinhos Revela Evidências

A equipe de Zhao Mingyu se concentrou na análise de registros geoquímicos de sedimentos marinhos, buscando identificar o momento exato em que a vegetação começou a se estabelecer em terra firme. A chave para a descoberta foi a análise da proporção entre carbono orgânico e fósforo total nesses sedimentos.

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Os pesquisadores perceberam que a matéria orgânica produzida por plantas terrestres apresenta uma relação diferente da produzida por algas marinhas, com uma predominância de carbono orgânico.

A Importância da Relação Carbono/Fósforo

Ao analisar sedimentos de diversas regiões, a equipe identificou um aumento consistente na razão carbono orgânico/fósforo por volta de 455 milhões de anos. Essa mudança indica um aumento na produtividade da vegetação, que se expandia pela terra firme.

Os cientistas estimam que, desde o Ordoviciano Superior, o carbono orgânico de origem terrestre representava cerca de 42% do total encontrado em sedimentos marinhos, um valor comparável aos níveis atuais.

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Possíveis Implicações Climáticas e Geológicas

Os pesquisadores sugerem que essa maior entrada de matéria orgânica, rica em carbono e pobre em fósforo, favoreceu o soterramento global de carbono orgânico. Isso, por sua vez, pode ter levado a um aumento nos níveis de oxigênio atmosférico e a uma diminuição nas concentrações de dióxido de carbono.

A equipe acredita que esse processo intensificou a oxidação da superfície terrestre e pode ter contribuído para eventos de glaciação e extinções em massa registrados no Ordoviciano Superior.

Um Novo Capítulo na História da Vida

Este estudo contribui para o debate sobre o papel das primeiras plantas na transformação do ambiente terrestre e reforça a conexão entre a evolução da vida e as mudanças climáticas ao longo da história geológica do planeta. A pesquisa abre novas perspectivas para entender como a expansão da vegetação influenciou o clima, a composição atmosférica e a evolução da vida na Terra.

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