Pesquisa Revela Desconfiança em Urnas Eletrônicas no Brasil
Uma pesquisa recente conduzida pela Genial/Quaest, divulgada neste domingo (15), aponta para uma significativa desconfiança em relação às urnas eletrônicas no Brasil. Os dados indicam que 43% dos brasileiros expressaram não confiarem no sistema de votação digital.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Em contrapartida, 53% dos entrevistados consideraram os dispositivos confiáveis.
A coleta de dados foi realizada através de 2.004 entrevistas, abrangendo o período entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A pesquisa apresenta uma margem de erro estimada de 2 pontos percentuais. A metodologia utilizada foi a coleta domiciliar, com aplicação de questionários estruturados por meio de entrevistas presenciais.
LEIA TAMBÉM!
Análise por Grupos Demográficos
A desconfiança em relação às urnas eletrônicas não é homogênea. Entre os que acreditam na eficiência do sistema, 78% se identificaram como apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No âmbito religioso, a percepção sobre a confiabilidade do sistema varia: 57% dos católicos concordam com a segurança das urnas, enquanto 39% expressaram ceticismo.
No grupo evangélico, as opiniões divergem: 44% dos entrevistados declararam acreditar na confiabilidade das urnas, enquanto 52% manifestaram desconfiança.
Perspectivas Educacionais e Declarações do TSE
A análise também considerou o nível de escolaridade dos entrevistados. 42% responderam que possuem até o ensino fundamental completo, 39% completaram o ensino médio e 19% concluíram o ensino superior. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça que as urnas eletrônicas são invioláveis, afirmando que não há possibilidade de fraude devido à ausência de conexão com a internet.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Em 2024, Giuseppe Janino, ex-secretário de Tecnologia da Informação do TSE, destacou a admiração internacional pela tecnologia das urnas brasileiras, comparando o desenvolvimento da tecnologia com a produção de aviões pela Embraer. O TSE ressalta a ausência de registros de fraudes e a segurança do sistema, enfatizando o papel da Justiça Eleitoral e o acompanhamento da sociedade no processo eleitoral.
