Miguel Díaz-Canel acusa Trump de “hostilidade” e ameaças! EUA intensificam crise com sanções e ataques. Crise energética em Cuba preocupa especialistas
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou nesta segunda-feira (12) as recentes declarações do presidente americano, Donald Trump, como “hostilidade, ameaças e coerção econômica”. A postura se segue a um dia em que Trump sugeriu que Cuba considerasse um “acordo”, antes que fosse tarde demais, sem especificar os termos da proposta.
A situação entre os dois países se intensificou após uma operação surpresa dos EUA em 3 de janeiro, que resultou na morte de 32 oficiais cubanos e na prisão do ditador, em um ataque que gerou forte reação de Díaz-Canel.
Díaz-Canel enfatizou que as relações entre os EUA e Cuba devem ser baseadas no direito internacional, no respeito mútuo e no benefício mútuo, sem interferência em assuntos internos e com pleno respeito à independência cubana. As declarações foram republicadas pelo ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, reforçando a posição do governo sobre a necessidade de diálogo sério e responsável, incluindo o atual governo americano.
A situação se agrava com a escassez de combustível e a precariedade da rede elétrica em Cuba, agravando as múltiplas crises enfrentadas pela ilha. Anteriormente, Cuba recebia cerca de 35 mil barris de petróleo por dia da Venezuela, além de 5,5 mil barris diários do Irã e 7,5 mil da China, conforme dados do Instituto de Energia da Universidade do Texas em Austin.
As sanções impostas pelos EUA, desde março de 2024, atingiram um custo estimado de US$ 7,5 bilhões para o país.
Especialistas como Andy S. Gómez e Michael Galant divergem sobre a disposição de Cuba em negociar. Gómez acredita que os temas de discussão poderiam incluir migração e segurança, enquanto Galant sugere que Cuba pode estar buscando maneiras de aliviar as sanções.
Galant também ressaltou que Trump não parece ter pressa em se sentar à mesa de negociações, visando agravar a crise econômica na ilha.
A tensão entre os EUA e Cuba permanece alta, com ambos os lados adotando posições firmes. A situação é vista como “triste e preocupante” por especialistas, e o futuro das relações diplomáticas permanece incerto, dependendo da evolução da crise econômica e política na ilha.
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