Dólar Sobe à Vista em Meio à Crise no Oriente Médio
O mercado financeiro acompanhou de perto nesta terça-feira, 3, o forte avanço do dólar, impulsionado pelas crescentes tensões no Oriente Médio. A situação, agravada pelo fechamento do Estreito de Hormuz, gerou preocupação entre os investidores que buscam refúgio na moeda americana, antecipando possíveis interrupções no fluxo global de petróleo. Às 11h15 (horário de Brasília), o dólar registrava alta de 2,30%, sendo negociado a R$ 5,284.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O fechamento do Estreito de Hormuz, uma rota estratégica vital para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito – responsável por cerca de 20% do consumo mundial –, intensificou o temor de escassez. A Guarda Revolucionária do Irã, em tom de advertência, ameaçou incendiar embarcações que tentassem atravessar a área, o que acentuou a incerteza sobre o abastecimento global.
Em resposta, os preços do petróleo dispararam, com o barril do Brent, referência internacional, subindo 8% e atingindo US$ 84,31 às 8h45.
LEIA TAMBÉM!
Análise do Mercado e Impacto no Real
A escalada do conflito no Oriente Médio ampliou a aversão ao risco, fortalecendo o dólar em escala global. Esse movimento impactou moedas emergentes, como o real brasileiro. Rafaela Vitoria, economista-chefe do Inter, observou que, apesar do incômodo causado pelo aumento dos preços do petróleo, o cenário de demanda ainda indica um ambiente favorável para o início da redução da taxa Selic pela próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). “A alta do petróleo pode trazer algum incômodo, com maior risco no cenário externo, mas não tira o espaço para o início dos cortes no ritmo de 50 bps”, afirmou.
Reação do Mercado na Segunda-Feira
O mercado já havia reagido ao conflito na segunda-feira, mas com resultados distintos. O dólar fechou em alta de 0,60%, atingindo R$ 5,164 após um pico de R$ 5,215. No entanto, ao longo da tarde, a moeda perdeu força, reduzindo parte dos ganhos alcançados.
A dinâmica do mercado demonstra a sensibilidade do setor financeiro às incertezas geopolíticas e à sua influência nos preços do petróleo.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
