Dólar atinge novo patamar histórico no Brasil: aversão ao risco e juros sobem!

Dólar dispara e assusta! 🚀 Valoriza 1,37% e atinge novo pico de R$ 5,314 em meio a aversão ao risco e juros altos. O que esperar?

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(Imagem de reprodução da internet).

Dólar Sobe à Vista em Meio a Aversão ao Risco e Aumento de Juros

A sessão desta sexta-feira, 13 de maio de 2026, foi marcada por uma forte valorização do dólar à vista no Brasil. A pressão veio tanto de um cenário global de aversão ao risco quanto do aumento expressivo das taxas de juros futuros no mercado financeiro nacional. O dólar fechou em alta de 1,37%, atingindo o valor de R$ 5,314, o maior patamar desde janeiro de 2025.

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Aumento das Taxas e Mecanismos de Proteção

A semana já apresentava uma valorização de 1,34% para a moeda americana. O aumento das taxas de juros futuros, impulsionado por eventos inesperados e pressões técnicas, atingiu um ponto crítico, acionando mecanismos de proteção automatizados (“stops”) entre os investidores. Essa liquidação forçada de ativos gerou um efeito cascata, elevando as projeções para os contratos DI com vencimentos entre 2027 e 2031. O petróleo também contribuiu para essa dinâmica, com altas significativas nos contratos futuros.

Impacto da Volatilidade no Petróleo

A volatilidade no preço do petróleo, impulsionada pela persistência da guerra no Oriente Médio e a referência Brent atingindo US$ 103,14, intensificou os temores de pressões inflacionárias globais. Isso reforçou a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar americano. O índice DXY, que mede a força do dólar em relação a outras moedas desenvolvidas, ultrapassou os 100 pontos, o maior nível desde maio de 2025.

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Expectativas de Juros nos EUA

O movimento também refletiu uma reprecificação das expectativas para a política monetária nos Estados Unidos. No mercado implícito de Fed Funds, os investidores reduziram as apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve, com a expectativa atual apontando para cerca de 18 pontos-base de redução em 2026, um número bem inferior aos quase 40 pontos-base previstos na semana anterior. Estrategistas apontam que o cenário geopolítico e a incerteza fiscal no Brasil também influenciam essas expectativas.

Curva de Juros e Incertidões Fiscais

William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, destacou que a curva de juros (DI) no Brasil abriu de forma relevante, indicando que os investidores exigem um prêmio maior para investir no país. Esse movimento reflete a reação do mercado às medidas do governo para conter o preço dos combustíveis, que alguns agentes consideram populistas e com potencial de ampliar o risco fiscal. A incerteza sobre o imposto sobre exportação de petróleo também contribui para a pressão na curva de juros e, consequentemente, para a valorização do dólar frente ao real.

Ouro em Queda

Além do dólar, o clima de aversão ao risco também pressionou o Ibovespa, levando os contratos futuros de ouro a encerrar a sessão em queda. O forte avanço do petróleo, acima de US$ 100 por barril, revivendo os receios inflacionários e diminuindo as perspectivas de cortes nos juros, retirou a atratividade do metal precioso. Os contratos futuros de ouro com entrega para abril na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), registraram queda de 1,25%, cotados a US$ 5.061,7 por onça-troy.

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