Dólar atinge novo recorde contra o real após ataque de Israel e EUA ao Irã!

Dólar dispara contra o real após ataque de Israel e EUA ao Irã! Crise no Oriente Médio abala mercado e especialistas alertam para queda na bolsa. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Dólar Acelera Alta Contra o Real em Meio à Crise no Oriente Médio

O mercado financeiro brasileiro acompanhou de perto a escalada da tensão no Oriente Médio na segunda-feira, 2 de junho de 2026. Ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, impulsionaram a alta do dólar frente ao real. Às 11h04, a moeda americana subia 1,40%, sendo negociada a R$ 5,207 – o maior valor registrado desde 19 de fevereiro.

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Esse movimento de recuperação se alinha a uma tendência global, refletida no índice DXY, que mede a força do dólar em relação a outras moedas importantes. O índice avançou 0,90%, atingindo 98,43 pontos, indicando uma busca por segurança em meio ao aumento da incerteza geopolítica.

O evento, que ocorreu no sábado, 28 de maio de 2026, com ataques dos EUA e Israel ao Irã, gerou preocupações sobre o envolvimento de outros países da região e intensificou a incerteza global.

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Apesar da alta, a desvalorização do dólar frente ao real no ano de 2026, que chegava a 6,46% na sexta-feira, 27 de maio, foi reduzida para cerca de 5%. No entanto, a moeda brasileira ainda registra perdas ao longo do ano. A situação está sendo influenciada pelo aumento da aversão ao risco no mercado, o que tende a fortalecer o dólar e pressionar ativos de países emergentes.

Análise de Especialistas

Analistas preveem que o câmbio pode avançar para a faixa entre R$ 5,20 e R$ 5,25 no curto prazo, o que pode impactar os juros futuros e levar a uma possível queda na bolsa brasileira, que pode operar entre 170 mil e 180 mil pontos. Bruno Yamashita, analista da Avenue, destacou que o mercado está reagindo ao ataque dos EUA e Israel ao Irã, com um aumento da incerteza e imprevisibilidade.

Yamashita ressaltou que essa cautela global afeta negativamente bolsas e moedas emergentes, fortalecendo o dólar e o ouro. Ele também mencionou a importância de acompanhar os desdobramentos envolvendo a produção iraniana e o estreito de Hormuz, um ponto estratégico para o transporte de petróleo. “O mercado vai prestar atenção a diversos fatores.

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A médio e longo prazo, poderíamos ver uma normalização dos preços, mas isso ainda não está em jogo diante dos acontecimentos recentes”, concluiu.

Contexto do Mercado

A alta do dólar nesta segunda-feira contrasta com o desempenho recente da moeda, que na sexta-feira, 27, fechou a R$ 5,1340, com uma leve queda de 0,1%. Anteriormente, o enfraquecimento do dólar não era apenas um fenômeno no Brasil, mas uma tendência global, onde a moeda se tornava um ativo de proteção preferencial, favorecendo o ouro e outras commodities.

O fluxo estrangeiro na bolsa brasileira já ultrapassava US$ 35 bilhões em 2026, aumentando a oferta de dólares no país e pressionando a cotação para baixo – cenário que agora é parcialmente revertido pelo choque geopolítico.

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