Dólar Cai em Tempesta: Incertidão Global e Petróleo Turbinam o Real!

Dólar despenca! Incertidões globais abalam a economia. A queda da moeda americana reacende o temor de investidores. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Dólar Recua em Meio a Incertidões Globais

A tarde da sexta-feira, 6 de maio de 2026, trouxe uma nova queda para o dólar à vista. A moeda americana operou com grande instabilidade ao longo do pregão, fechando a sessão com uma desvalorização de 0,47%, cotada a R$ 5,26 por volta das 15h58.

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O movimento acompanhou uma manhã de alta e uma breve recuperação antes de retomar a trajetória de baixa, refletindo um cenário de crescente incerteza no mercado financeiro.

Aversão ao Risco e o Petróleo

O cenário internacional, marcado por uma maior aversão ao risco, contribuiu para a queda do dólar. Normalmente, essa aversão fortaleceria a moeda americana em relação a outras moedas emergentes. No entanto, a forte alta do petróleo nos mercados internacionais, impulsionada por contratos do Brent e WTI, fez com que moedas ligadas a commodities, como o real, ganhassem valor.

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O barril do petróleo Brent subiu 9,54%, atingindo US$ 93,56, enquanto o petróleo WTI avançou 13,08%, a US$ 91,61. A escalada das tensões no Oriente Médio, com preocupações sobre o tráfego no Estreito de Ormuz, intensificou ainda mais essa dinâmica.

Payroll e as Expectativas do Fed

Além do movimento do petróleo, os investidores também reagiram aos dados de emprego dos Estados Unidos, conhecidos como payroll. O relatório revelou um fechamento líquido de vagas em fevereiro, com a criação de apenas 92 mil empregos, abaixo das expectativas de 50 mil.

Essa surpresa negativa aumentou a incerteza sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA. Analistas como Lindsay Rosner, do Goldman Sachs, alertaram que os dados indicam fragilidade no mercado de trabalho americano, o que pode forçar o Fed a reconsiderar a pausa nos cortes de juros.

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A ferramenta FedWatch do CME Group aponta para uma taxa de juros entre 3,50% e 3,75% para o intervalo entre meados de 2026.

Perspectivas Futuras

André Valério, economista sênior do Inter, reforça que o resultado do payroll aumenta a probabilidade de cortes nos juros ao longo do ano. Apesar disso, ele destaca que a tarefa do Fed continua desafiadora. A situação geopolítica no Oriente Médio, com o temor de restrições no fornecimento de petróleo, ainda exerce forte influência sobre o mercado, adicionando complexidade às decisões do banco central.

A expectativa é que o Fed realize ainda dois cortes de juros, mas o momento exato permanece incerto.

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