Dólar cai para nível de 2 anos! Entenda o motivo da queda e o futuro do Real

Dólar cai 1,03% e atinge nível de dois anos! Entenda o recuo que marca o pior desempenho desde agosto/2024 e os fatores por trás.

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(Imagem de reprodução da internet).

Dólar encerra semana em baixa e registra nível baixo em dois anos

O dólar à vista finalizou as negociações desta sexta-feira, dia 10, com uma queda notável de 1,03%. A moeda americana foi cotada a R$ 5,0115, após apresentar uma variação diária que oscilou entre uma mínima de R$ 5,005 e uma máxima de R$ 5,0640.

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Com este fechamento, o dólar alcançou o menor patamar de encerramento em mais de dois anos. O último registro nesse nível ocorreu em 9 de abril de 2024, quando o pregão havia terminado em R$ 5,007. Na véspera, a moeda também havia recuado 0,78%, confirmando a tendência de baixa observada ao longo de toda a semana.

Desempenho semanal e fatores que influenciaram o mercado

No acumulado da semana, o dólar acumulou um recuo de 2,88%. Esse índice marca o pior desempenho desde o início de agosto de 2024, período em que a queda registrada foi de 3,86%. Esse movimento recente foi moldado por uma combinação de fatores tanto externos quanto internos ao Brasil.

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Impactos Geopolíticos e Econômicos

No cenário internacional, uma trégua momentânea após semanas de conflitos entre Estados Unidos e Irã diminuiu o nível de aversão ao risco global, embora essa estabilidade seja considerada frágil. As negociações entre as duas nações devem prosseguir neste fim de semana, com encontros agendados em Islamabad, Paquistão.

Apesar disso, o ambiente permanece de alta tensão, marcado por declarações firmes de ambos os lados, incluindo alertas sobre o controle do Estreito de Ormuz e as condições necessárias para um acordo mais amplo.

Análise Especializada e Cenário Macroeconômico

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, apontou que a queda do dólar pelo terceiro dia consecutivo reflete esse alívio geopolítico e o fortalecimento do real. Segundo ele, a expectativa de avanço nas conversas entre EUA e Irã diminuiu a necessidade de ativos de proteção no exterior.

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Shahini também observou que, nos Estados Unidos, o índice de inflação ao consumidor (CPI) veio conforme o esperado, apresentando núcleos mais fracos. Isso não alterou significativamente as projeções de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed), que continuam precificados apenas para 2027.

Cenário Doméstico e Commodities

No Brasil, por outro lado, o IPCA ficou acima das expectativas, o que reforçou a postura cautelosa do Banco Central. Esse cenário elevou o diferencial de juros projetado, favorecendo a entrada de capital estrangeiro, especialmente no segmento de renda fixa.

O índice oficial de inflação brasileira registrou alta de 0,88% em março, superando as projeções de 0,77%. “Esse ambiente favoreceu a entrada de capital estrangeiro também na Bolsa, amplificando a força do real”, comentou o operador.

Petróleo em Queda com Expectativas de Paz

Após um dia de grande volatilidade, os contratos futuros de petróleo encerraram em baixa nesta sexta-feira, pressionados pelas expectativas em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã. O Brent para junho recuou 0,75%, cotado a US$ 95,20 por barril na ICE.

O WTI para maio também sofreu queda, caindo 1,33% para US$ 96,57 por barril na Nymex. No decorrer da semana, as perdas foram consideráveis: 12,68% para o Brent e 13,42% para o WTI, refletindo principalmente o impacto do anúncio de cessar-fogo temporário no início da semana, o que reduziu os prêmios de risco no mercado de energia.

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