Dólar dispara com crise no Oriente Médio! Tensão global e preços do petróleo sob fogo. Investidores buscam refúgio e aversão ao risco aumenta. Saiba mais!
O dólar à vista registrou uma nova alta nesta quinta-feira, 19, impulsionada por um cenário global marcado por crescentes tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelo aumento expressivo dos preços do petróleo. Esse movimento intensifica a aversão ao risco entre os investidores, refletindo uma busca por ativos mais seguros no mercado internacional.
Inicialmente, a moeda americana abriu o dia com uma valorização em relação ao real, atingindo um patamar de R$ 5,314 por volta das 11h. A subida representava um aumento de 0,35%, em um contexto de pressão contínua no câmbio. Apesar de ter perdido força em relação ao pico do dia, o mercado continua atento à evolução da situação.
A situação no Oriente Médio, especialmente após os ataques do Irã a instalações energéticas na região do Golfo, exerce forte influência sobre o mercado. A resposta de Teerã aos ataques de Israel, com ações que geram incertezas sobre a duração e a intensidade do conflito, contribui para a volatilidade.
Os danos causados a infraestruturas estratégicas de petróleo e gás elevam os temores de interrupções no fornecimento global de energia, um fator que intensifica a aversão ao risco e impulsiona a valorização do dólar.
O movimento no mercado internacional acompanha a busca por ativos mais seguros, com contratos do petróleo Brent subindo 5,08%, atingindo US$ 112,82 o barril, e o WTI avançando 0,91%, a US$ 97,20, no mesmo horário. Essa alta reflete a preocupação com o fornecimento de energia diante das tensões geopolíticas.
Marianna Costa, economista da Mirae Asset, avalia que o cenário global pressiona os mercados. “A sessão começa com forte queda dos principais índices acionários, impactados pela escalada das tensões no Oriente Médio, que elevaram os preços de energia e reduziram o apetite por risco”, explica.
Ela destaca que os contratos do Brent chegaram a se aproximar de US$ 119 por barril, diante dos novos ataques, aumentando o receio de interrupções no fluxo global de petróleo e gás.
Além do cenário geopolítico, os investidores estão atentos às decisões de política monetária dos Estados Unidos. O Federal Reserve (Fed) manteve, pela segunda vez consecutiva, a taxa de juros inalterada, refletindo uma postura cautelosa em relação à inflação.
Essa decisão reduziu significativamente as expectativas de cortes de juros nos EUA em 2026, conforme indicado pela ferramenta FedWatch do CME Group.
Os investidores agora atribuem 74,4% de probabilidade de que não haja afrouxamento monetário no país neste período, um aumento considerável em relação aos 47,1% registrados no dia anterior. Essa mudança reflete a incerteza em relação à inflação e à evolução do cenário econômico global.
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