Dólar despenca e quebra recorde! A moeda americana atinge R$ 5,13 em movimento surpreendente. Saiba mais!
A quarta-feira, 25 de julho de 2026, marcou um novo patamar para o dólar no mercado brasileiro. A moeda americana abriu a sessão com uma queda superior a 0,40%, fechando a R$ 5,13 às 9h30 (horário de Brasília). Esse movimento representou o menor valor do dólar em relação ao real desde o final de abril de 2024, quando a moeda americana estava cotada em R$ 5,11.
Considerando o desempenho até a terça-feira, 24 de julho, a queda acumulada do dólar em relação ao real já atingia quase 5%. Em comparação com o início de 2025, quando o dólar estava acima de R$ 6, a moeda americana encerrou o último pregão do ano anterior cotada a R$ 5,489, com uma queda acumulada de 11,18% frente ao real.
Esse cenário reflete um movimento alinhado ao enfraquecimento global do dólar, impulsionado por fatores como o enfraquecimento da economia americana.
A tendência de queda do dólar no Brasil é influenciada por uma combinação de fatores. A revisão da confiança dos investidores na moeda americana, somada às incertezas sobre a inflação e a dívida pública dos Estados Unidos, tem pressionado a desvalorização da moeda.
Segundo Enrico Cozzolino, CEO da Zermatt Partners, a saída de capital estrangeiro dos EUA e as políticas de Donald Trump contribuíram para esse cenário. Felipe Sant’Anna, da Axia Investing, destaca que a sucessão de pacotes tarifários e os ruídos nas relações comerciais com parceiros históricos aumentaram a aversão ao risco, incentivando a migração para ativos como ouro e outras moedas.
O diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos, com a Selic em 15% ao ano, impulsiona o fluxo de capital para o país, fortalecendo o real. Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank, projeta que esse diferencial deve permanecer próximo de 10% ao longo do ano, mesmo com uma eventual queda da Selic.
Além disso, a perda de força global do dólar, em parte devido a razões institucionais e geopolíticas, como as tensões no Oriente Médio, também contribui para a desvalorização da moeda americana.
Apesar das incertezas, o cenário sugere que o Brasil continuará atraindo capital estrangeiro, impulsionado pelo diferencial de juros. A expectativa é que o dólar mantenha uma trajetória de queda em relação ao real, refletindo a dinâmica global e as particularidades do mercado brasileiro.
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