Dólar em movimento e análise inflacionária dos EUA: o PCE aponta inflação persistente acima da meta. O que Paula Zogbi e Bruno Yamashita preveem para os juros?
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira, dia 9, próximo a um patamar de estabilidade, mas acabou recuando sem um catalisador claro, conforme explica Bruno Yamashita, Coordenador de Alocação e Inteligência da Avenue. Por volta das 12h15, a moeda americana registrava uma queda de 0,34%, cotada a R$ 5,085.
Um dos indicadores mais observados pelo mercado hoje é o Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE), a métrica de inflação preferida pelo Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA. Este índice apontou uma variação de preços dentro do esperado, com alta de 0,4% e um acúmulo de 2,8% nos últimos doze meses.
O núcleo do indicador, que ignora itens mais voláteis, subiu 0,4% em relação a janeiro e apresentou variação anual de 3%, estando também alinhado com as projeções do consenso de mercado. Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, aponta que o dado, por não mostrar grandes variações em combustíveis, é anterior ao início do conflito em 28 de fevereiro.
Ela ressalta que amanhã, o índice CPI trará os dados de março e deve capturar o impacto inflacionário do fechamento de Ormuz. Apesar disso, os dados do PCE confirmam uma informação relevante: a inflação americana permanece acima da meta de 2%, mesmo sem considerar choques nos combustíveis.
Segundo Paula Zogbi, a inflação subjacente nos EUA se mostra persistente, acima da meta de 2%. Isso ocorre mesmo em um cenário onde o mercado já precifica impactos geopolíticos e tarifários para 2026, e há risco de aumentos devido a pressões salariais e de custos mais elevadas.
O PCE de fevereiro não reflete totalmente o impacto do fechamento do Estreito de Ormuz, reforçando a ideia de que o Fed opera em um cenário de “inflação residual”. Nesse contexto, o CPI de março pode apresentar uma alta mais expressiva, o que abriria espaço para ajustes na taxa de juros caso haja aceleração tanto em bens quanto em serviços.
O mercado também acompanha de perto o cessar-fogo entre o Irã e os Estados Unidos. Com relatos de que poucas embarcações estão passando pelo Estreito de Ormuz, de onde sai 20% da produção global de petróleo, o preço da matéria-prima reacendeu temores de instabilidade.
O Brent, principal referência internacional, subia 4%, aproximando-se dos US$ 100, enquanto o WTI apresentava alta de 6%. Esse movimento ocorreu após o porta-voz do parlamento iraniano, Mohammed Bagher Ghalibaf, acusar Washington de violar os termos do acordo de cessar-fogo de duas semanas, avalizado pelo presidente Donald Trump na noite de terça-feira.
Entre as supostas violações citadas por Teerã estavam a negação do direito iraniano ao enriquecimento de urânio, ataques israelenses contínuos no Líbano e a entrada de um drone no espaço aéreo iraniano. Isso sugere que o alívio de tensões, celebrado no pregão anterior, pode estar em xeque.
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