Dólar dispara a níveis alarmantes! Incertidões globais elevam a moeda americana a R$ 5,309. Acompanhe a crise!
O dólar à vista registrou uma alta expressiva nesta sexta-feira, 20, impulsionado pelo aumento da aversão ao risco no cenário internacional. A moeda americana fechou o dia a R$ 5,309, um valor que não era visto desde o dia 13 de março, quando a cotação estava em R$ 5,32.
Essa valorização de 1,79% demonstra a busca por ativos mais seguros em um contexto de crescente instabilidade.
Apesar do forte movimento diário, a semana como um todo apresentou uma estabilidade relativa, com uma queda acumulada de apenas 0,11%. Essa performance interrompe uma sequência de duas semanas de valorização. No acumulado do ano, o dólar ainda registra uma depreciação de 3,28% em relação ao real, refletindo a dinâmica do mercado.
A alta do dólar foi fortemente influenciada pela deterioração do ambiente internacional. Os recentes ataques entre Israel e Irã intensificaram as tensões geopolíticas, elevando a demanda por ativos considerados mais seguros. Além disso, a preocupação com a inflação global, impulsionada pelos preços do petróleo, contribui para a expectativa de juros mais altos por mais tempo nos Estados Unidos e na Europa.
O movimento também foi acompanhado pelo aumento dos preços do petróleo, refletindo os temores sobre a oferta global. O contrato do Brent para maio subiu 3,25%, atingindo US$ 112,19 por barril, com valorização semanal de 8,77%. O WTI para o mesmo mês avançou 1,91%, a US$ 94,74 por barril, com queda de 4,02% na semana.
A alta do Brent marca a quinta semana consecutiva de ganhos, segundo a Dow Jones.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, atribuiu a alta do dólar a uma “deterioração mais clara do ambiente de risco global”. Ele destacou que o mercado está atento às incertezas em torno de um conflito de longa duração, especialmente após notícias sobre uma possível intervenção dos Estados Unidos no Irã.
Shahini alertou para o risco de novos choques nos preços de energia, com o petróleo avançando para níveis acima de US$ 110 por barril, e um movimento de “risk off” generalizado, evidenciado pela queda das bolsas em Nova York e pelo aumento do índice VIX.
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