Dólar dispara e crise no Oriente Médio abala mercados! 🚀 Tensões no Estreito de Hormuz elevam preços do petróleo e causam pânico global. Saiba mais!
O dólar à vista apresentou uma alta significativa nesta terça-feira, 3, em um cenário marcado pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O aumento do risco de interrupção no fornecimento global de petróleo impulsionou a busca por proteção por parte dos investidores, afetando o mercado de câmbio.
A moeda brasileira registrou ganhos de mais de 3% no pregão, atingindo a máxima de R$ 5,343. No entanto, a valorização desacelerou ao longo da tarde, fechando o dia em alta de 1,91%, cotada a R$ 5,265. Essa movimentação se deu em um contexto de anúncio do fechamento do Estreito de Hormuz para navegação, um ponto estratégico vital para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito, representando cerca de 20% do consumo mundial.
A Guarda Revolucionária do Irã intensificou ainda mais o temor ao ameaçar incendiar embarcações que tentassem atravessar o estreito. Essa escalada de tensão elevou os preços do barril do Brent, referência internacional, que subiu 8% no dia, atingindo patamares acima de US$ 84,31.
Essa reação imediata foi sentida nas bolsas de Nova York e na brasileira, com os índices apresentando reduções nas perdas ao longo da tarde.
Cristiano Oliveira, diretor de pesquisa do Banco Pine, destacou que a percepção inicial era de que o conflito seria breve e com impacto limitado no mercado de petróleo. No entanto, a fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo que a Marinha americana poderia escoltar petroleiros pelo Estreito de Hormuz, alterou a dinâmica do mercado, levando a uma precificação mais conservadora do risco e, consequentemente, à piora dos mercados, especialmente no câmbio.
O economista André Valério, do Inter, ressaltou que a tendência do real dependerá da predominância de fatores. Embora a moeda seja sensível ao preço do petróleo e tenda a se valorizar em momentos de alta da commodity, a elevada incerteza global penaliza desproporcionalmente países emergentes.
No momento, a incerteza predomina, mas uma manutenção do preço do petróleo em patamar elevado poderia beneficiar o real na margem.
A valorização do dólar também se refletiu em outros mercados, com o índice DXY atingindo o maior nível intradia em quase um ano. O aprofundamento das perdas nos contratos futuros do ouro, impulsionado pela força do dólar, evidenciou a busca por liquidez em momentos de instabilidade.
Apesar do cenário desafiador, o economista André Valério do Inter, acredita que o real se beneficiará da alta do preço do petróleo, uma vez que a moeda é sensível a essa commodity.
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