Dona Beja, um nome que ecoa na história do Brasil do século XIX, transcendeu o tempo e se tornou uma figura lendária. Ana Jacinta de São José, cuja vida real inspirou uma nova produção da HBO Max, personificou uma mulher que desafiou as convenções de sua época.
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A história de Dona Beja, que estreou recentemente, é uma releitura do clássico da novela exibido originalmente nos anos 80, explorando a vida de uma mulher que se tornou um mito popular.
As Origens e o Sequestro
Nascida em 1800 na região que hoje compreende Minas Gerais, Dona Beja ganhou notoriedade desde a juventude por sua beleza singular. A origem do apelido “Beja” remonta a uma comparação feita por sua avó, que a associou à suavidade da flor “beijo”.
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Aos 15 anos, Ana foi vítima de um sequestro perpetrado pelo ouvidor do rei, Joaquim Inácio Silveira da Motta, que se apaixonou por ela e a levou para Paracatu, onde viveram como amantes por aproximadamente dois anos. Trágica ironia: seu avô, em um ato de desespero, tentou impedir o sequestro, mas faleceu nesse episódio.
Resistência e Independência
Após retornar a Araxá, Dona Beja enfrentou a rejeição de uma sociedade conservadora, que a julgava com desconfiança. Em resposta a esse julgamento, ela estabeleceu um negócio conhecido como Chácara do Jatobá, onde desenvolveu atividades que chocaram a população da época.
Essa iniciativa não apenas a tornou financeiramente independente, mas também a colocou em contato com figuras importantes da região, consolidando sua posição como uma mulher de negócios.
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Uma Estrategista e Empresária
Dona Beja não era apenas uma empresária; ela também se destacava como uma estrategista política. Utilizava seu salão para influenciar decisões regionais, incluindo o movimento que integrou o Triângulo Mineiro ao estado de Minas Gerais. Além disso, acumulou riqueza através de investimentos em comércio de ouro e diamantes, desafiando os padrões sociais da época.
A Nova Produção da HBO Max
A nova produção da HBO Max, estrelada por Grazi Massafera, revisita a vida intensa e controversa de Dona Beja. A trama busca apresentar uma visão mais complexa da personagem, mostrando-a não apenas como uma “vítima do destino”, mas como uma mulher consciente e determinada a sobreviver.
A novela também aborda tensões raciais do Brasil colonial, com um elenco mais diverso e uma narrativa que desafia estereótipos.
