Ebola Mata Quase 1.500 na RDC: Alerta Global Mantido por OMS

Ebola mata quase 1.500 na RD Congola: OMS mantém alerta global diante da expansão para a África Central.

29/07/2026 11:52

3 min

Profissionais de saúde estão em um novo centro de tratamento de ebola durante a visita de Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Bunia, no nordeste da Repú
Profissionais de saúde estão em um novo centro de tratamento de ...

O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) divulgou nesta quarta – feira, dia 29, um boletim sobre o surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC). Os dados atualizados até 27 de julho mostram números alarmantes: a epidemia já matou 1.487 pessoas em três mil trezentas e sessenta casos confirmados.

A taxa geral de letalidade registrada é alta, atingindo os 44,3%. Além das vítimas fatais, há também registros de cinco centenas e noventa e sete indivíduos que conseguiram se recuperar da infecção viral no país africano.

Epicentro dos casos confirma província Ituri

O foco principal do surto permanece na província de Ituri. Segundo o INSP, essa região específica foi responsável por uma parcela significativa tanto nos óbitos quanto nas ocorrências em toda a RDC nacionalmente.

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Os números apontam para um impacto desproporcional: cerca de oito oito vírgula nove por cento (88,9%) dos casos confirmados vieram dessa área, além dela ser palco das mortes registradas que somaram oitenta e três vírgula três por cento (83,3%.

Disseminação da doença pela África Central

Apesar do epicentro estar definido na província Ituri, o vírus se espalhou também pelas regiões vizinhas. Foram identificações em Kivu do Norte, no sul pelo território conhecido como Kivu do Sul, Haut – Uele e Tshopo.

O INSP informou ainda detalhes sobre os esforços de controle: embora as equipes consigam alcançar um rastreamento de contatos equivalente a sete oito virgula nove por cento (78,9%), há alertas quanto à insuficiência desse acompanhamento para conter totalmente a transmissão viral.

Em outro contexto geográfico relacionado ao Ebola, Uganda foi afetado pela doença; foram registrados 15 casos importados da RDC que resultaram também em duas mortes. O governo ugandense declarou o fim oficial dos registros no seu território nesta terça – feira passada, dia 28, após completar mais de quarenta dias sem novos boletins.

Características do surto e riscos globais

O atual episódio é causado especificamente pela cepa Bundibugyo, cuja taxa letalidade varia entre os percentuais de trinta por cento (30%) a cinquenta por cento (50%). A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou sobre essa variante viral. A agência internacional ressaltou que não existe vacina autorizada nem tratamento específico para esta forma particular do Ebola.

Por outro lado, embora considere o risco alto em termos de expansão na África Subsaariana, avalia um baixo perigo caso se espalho globalmente.

Segundo estimativas feitas pelo INSP e OMS combinadas, é possível rastrear sinais mais antigos: acredita – se que o vírus já circulava pela área de Ituri cerca de dois meses antes mesmo da declaração oficial inicial desta epidemia, ocorrida no dia 15 de maio.

O surto atual fica atrás apenas dos maiores registros históricos:

O segundo pior foi a onda atingindo a leste do Congo entre os anos de 2018 e 2020; por último, ficou registrado na África Ocidental período compreendido entre 2014 e 2016.

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