Eduardo Bolsonaro afirma ter retomado o consumo de chocolate após compromisso com Moraes para ser alvo de sanções

O ministro do STF foi alvo da Lei Magnitsky, uma das medidas punitivas mais rigorosas implementadas pelo governo dos Estados Unidos.

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DF - EDUARDO BOLSONARO/EUA/PGR/INQUÉRITO - POLÍTICA - Foto de arquivo de 28/03/2023 do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL- SP) em sessão da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda- feira, 26 de maio de 2025, a abertura de um inquérito para investigar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pela atuação nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras. A PGR atribui ao deputado uma campanha de intimidação e perseguição contra integrantes da própria Procuradoria, do Supremo e da Polícia Federal envolvidos em investigações e processos contra bolsonaristas. 28/03/2023 - Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou um vídeo em suas redes sociais em que relata ter retomado o consumo de chocolate após um período de abstinência. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou ter feito uma promessa de não ingerir o doce até que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fosse sancionado pelo governo dos Estados Unidos. “Eu sou chocólatra, por isso fiz essa promessa”, afirmou Eduardo. No vídeo, o parlamentar demonstra emoção ao consumir um pote de sorvete.

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Eduardo Bolsonaro se encontra nos Estados Unidos desde o início de 2025. Em março, solicitou licença do mandato na Câmara e declarou que permaneceria no país, com o objetivo de buscar “sanções aos violadores dos direitos humanos”, em referência a Moraes e outras autoridades que seguem o ministro do STF.

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O filho de Bolsonaro comemorou o decreto da Lei Magnitsky contra Moraes, a primeira autoridade de um país democrático a ser sancionada com a norma, que inclui o bloqueio de ativos e a proibição de entrada nos Estados Unidos. O decreto também impede que Moraes contrate serviços de entidades que façam transações nos Estados Unidos, o que pode afetar as contas bancárias do ministro.

Ademais da Lei Magnitsky, Eduardo declarou concordar com a aplicação de tarifas a produtos brasileiros nos Estados Unidos. “Ponto que chamo de Tarifa-Moraes”, afirmou o parlamentar em entrevista ao podcast Inteligência Ltda.

Após horas de decretar a Lei Magnitsky contra Moraes, o governo Trump ratificou a imposição da tarifa de 50% a produtos do Brasil. Contudo, conforme um relatório da Casa Branca, cerca de 700 produtos foram excluídos do decreto. Dentre as mercadorias mais afetadas, destacam-se o café e as carnes.

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Eduardo Bolsonaro está sendo investigado no STF por coagir o processo penal contra seu pai, réu por golpe de Estado. A Procuradoria-Geral da República afirma que o deputado federal tem utilizado as punições ao Brasil como forma de obstrução da ação penal contra Jair Bolsonaro.

A licença de Eduardo Bolsonaro expirou em 20 de julho. O deputado afirmou não ter intenção de retornar ao Brasil. Ele poderá perder o mandato devido ao número de ausências não justificadas.

Com informações do Estadão Conteúdo.

Publicado por Nátaly Tenório

Fonte por: Jovem Pan

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