Interrogatório de Eduardo Bolsonaro Marcado para Abril
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para o dia 14 de abril o depoimento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) por videoconferência. A medida ocorre no âmbito de uma investigação em curso sobre possíveis tentativas de interferência no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta acusações de envolvimento em um golpe de Estado.
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A acusação formal aponta para ações realizadas por Eduardo Bolsonaro no exterior, com o objetivo de influenciar o andamento do processo judicial contra o ex-presidente. A Procuradoria-Geral da República (PGR) o denunciou por coação, caracterizada pelo uso de ameaças e pressões para interferir em uma ação judicial e, consequentemente, favorecer interesses próprios.
A pena prevista para o crime, caso comprovado, varia entre um e quatro anos de prisão. Eduardo Bolsonaro tem residido nos Estados Unidos desde março, onde tem realizado encontros com autoridades norte-americanas, buscando pressão diplomática contra o Brasil e o STF.
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Alexandre de Moraes avaliou que as ações de Eduardo Bolsonaro visavam criar instabilidade institucional e social, com o objetivo de prejudicar autoridades brasileiras e gerar prejuízos econômicos ao país. O ministro ressaltou que a estratégia do ex-deputado foi amplamente divulgada em suas redes sociais.
Devido à sua ausência no Brasil, Eduardo Bolsonaro teve seu mandato na Câmara dos Deputados cassado por faltas. Ele também está envolvido em um processo administrativo conduzido pela Polícia Federal (PF), que investiga o abandono de seu cargo de escrivão na delegacia de Angra dos Reis (RJ).
Em setembro de 2025, a Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado, por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
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