Eduardo Paes lidera pesquisa com favoritismo no Rio em 2026

O cenário político do Rio de Janeiro permanece em estado constante de indefinição e incerteza após recentes vacâncias no poder executivo estadual, enquanto a disputa por um eventual segundo turno já mostra favoritismo para Eduardo Paes.
Segundo dados divulgados pelo Real Time Big Data, que realizará uma nova pesquisa sobre intenções de voto na próxima quinta – feira, dia 23, o ex – prefeito da capital paulista é apontado como favorito ao cargo máximo até agora. A metodologia prevê coleta com base em 1.600 entrevistas realizadas entre sábado e quarta – feira subsequentes; os resultados terão margem de erro estabelecida em dois pontos percentuais.
Crise no poder estadual: quem assume a governadoria?
A instabilidade se acentuou após um período marcado por múltiplas renúncias nos altos escalões do estado carioca. O desembargador Ricardo Couto assumiu na prática o comando do Palácio Guanabara desde março, data que coincidiu com a saída oficial de Cláudio Castro (PL) da função de governador.
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Essa sequência de vacâncias é resultado direto das movimentações políticas recentes e envolveu também figuras importantes como Thiago Pampolha; ele havia renunciado em 2025 para buscar uma vaga específica junto ao Tribunal de Contas estadual no lugar onde atuava enquanto vice – governador.
A situação se complicou ainda mais pela posição institucional dos líderes legislativos: Rodrigo Bacellar (União), então presidente da Alerj — afastamento ocorrido em dezembro —, encontra – se preso preventivamente, além de ter sido cassado pelo TSE.
Eleições do mandato tampão sob análise judicial
Enquanto o cenário local segue turbulento e sem definição clara sobre quem assumirá a governadoria por direito constitucional ou eleitoral direto, as regras para um eventual “mandato – tampão” também são objeto intenso debate no Supremo Tribunal Federal.
O ministro Flávio Dino foi responsável pela suspensão recente do julgamento que discute exatamente essas normas eleitorais estaduais. Até este momento, quatro ministros — Luiz Fux, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Cármen Lúcia — defenderam publicamente uma modalidade de escolha indireta.
Segundo essa tese defendida na Corte Suprema, o pleito deveria ser realizado pelos membros da Alerj por meio de voto secreto.
Em contrapartida a esse entendimento majoritário em relação ao processo legislativo interno, Cristiano Zanin defende veementemente um modelo diferente para definir quem assumirá: segundo sua posição no STF, é imperativa que a eleição ocorra diretamente com votação popular do povo fluminense.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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