Egito e Israel travam disputa pela ajuda humanitária em Rafah – Crise humanitária em Gaza!

Egito tenta facilitar saída de pacientes de Gaza, mas Israel interrompe operação em Rafah! Crise humanitária se agrava com cancelamento da passagem. Saiba mais.

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(Imagem de reprodução da internet).

Egito tenta facilitar passagem de pacientes de Gaza, mas Israel interrompe operação em Rafah

A passagem de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito, foi suspensa nesta quarta-feira, após Israel alegar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) não forneceu os detalhes de coordenação necessários para a operação. A decisão gerou preocupação, pois a passagem era uma das poucas vias de saída para pacientes feridos e doentes da região.

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Raed Al Nims, porta-voz do Crescente Vermelho em Gaza, confirmou que as autoridades locais foram notificadas sobre o cancelamento, momentos antes de equipes se prepararem para transportar os pacientes até a fronteira.

O COGAT, o órgão militar israelense responsável pelos assuntos civis nos territórios ocupados, justificou a medida, afirmando que a OMS é a responsável pela coordenação da chegada dos habitantes de Gaza à passagem de Rafah. Segundo o COGAT, a falta de informações “seja por razões de procedimento” impediu a liberação da passagem.

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A organização garante que a travessia será retomada “assim que os detalhes de coordenação forem apresentados conforme o acordado”, permitindo a saída de pacientes e acompanhantes para tratamento no Egito.

A abertura da passagem de Rafah, que não ocorria desde o início de 2025, representava um esforço para facilitar o acesso a cuidados médicos para a população de Gaza. No entanto, o fluxo de pessoas registrado nos primeiros dois dias da operação ficou significativamente abaixo do previsto.

O acordo estabelecia a passagem de 200 pessoas diariamente: 150 de Gaza para o Egito, com 50 doentes ou feridos e 100 acompanhantes, e 50 pessoas do Egito para Gaza.

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Contudo, apenas 52 pessoas cruzaram do Egito para Gaza e 21 pacientes saíram de Gaza para o Egito, acompanhados por um número não divulgado de pessoas. Israel não divulgou dados oficiais sobre o fluxo de pessoas. A interrupção da travessia ocorre em um contexto de bombardeios israelenses em Gaza, que deixaram dez mortos e um ferido, em resposta a uma ação de milicianos palestinos contra soldados israelenses.

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