El Niño ameaça agronegócio! StoneX alerta: La Niña enfraquecerá e risco de eventos extremos no Brasil em 2026. Saiba mais!
O fenômeno El Niño está sendo um fator crucial a ser observado no agronegócio brasileiro e no mercado de commodities para a safra de 2025/26. Estimativas da StoneX, uma consultoria especializada, indicam que a La Niña, que se instalou em outubro de 2025, perderá força ao longo do verão, com a neutralidade do El Niño–Oscilação Sul (ENSO) prevista para março deste ano.
Essa transição para um regime climático intermediário, menos previsível, pode explicar a alternância de eventos extremos, como o volume expressivo de chuvas registrado na Amazônia em novembro, após um período de seca severa em 2024.
No Sul do país, o El Niño historicamente provoca períodos de estiagem, que podem atrasar o plantio e a colheita, além de aumentar a incidência de doenças fúngicas e o encharcamento do solo. Eventos recentes, como os registrados em algumas regiões, ilustram esses impactos.
Já no Norte e Nordeste, o fenômeno tende a reduzir as precipitações, gerando secas prolongadas que afetam lavouras como milho, feijão e mandioca, além das pastagens utilizadas na pecuária.
A StoneX projeta que a safra brasileira de grãos atinja 353 milhões e renovará o recorde alcançado na safra 2024/25. A soja, principal grão exportado, deve responder por 177 milhões de toneladas. Um levantamento da AgRural indica que a colheita está ganhando fluidez, com manutenção do bom ritmo em Mato Grosso, ganho de velocidade no Paraná e mais estados iniciando ou intensificando os trabalhos.
O Banco BTG considera que o El Niño pode se tornar um dos principais vetores de pressão sobre os preços dos alimentos no primeiro semestre de 2026. O fenômeno climático está sendo monitorado pelos analistas, especialmente em relação aos preços.
A instabilidade climática gerada pelo El Niño pode representar um vetor altista para os preços de alimentos ao longo do 1º semestre de 2026, principalmente em produtos in natura e grãos, cujas cadeias produtivas são mais sensíveis a choques de oferta.
Esses efeitos podem se refletir tanto nos preços no atacado quanto no varejo, o que pode dificultar o processo de desaceleração da inflação e exigir atenção redobrada do Banco Central na condução da política monetária.
Os analistas do BTG reconhecem que a balança comercial brasileira segue com perspectiva positiva, mas alertam que o clima é um fator de risco relevante, especialmente com o desenvolvimento do El Niño. A observação contínua do fenômeno climático e seus impactos no setor agrícola são cruciais para a tomada de decisões e a gestão de riscos no agronegócio brasileiro.
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