A Justiça do Rio Grande do Sul determinou que Elissandro Callegaro Spohr, um dos ex-sócios da Boate Kiss, poderá cumprir pena em regime aberto, após anos sob custódia. A decisão, anunciada na quarta-feira, 17, representa um marco no caso que chocou o país em 2013.
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Spohr, que inicialmente foi condenado a 22 anos e seis meses de prisão, passou a maior parte do tempo na Penitenciária Estadual de Canoas. A redução da pena ocorreu após a análise de recursos apresentados pela defesa, levando em consideração avaliações técnicas e a conduta do indivíduo durante o período em que esteve preso.
O magistrado Roberto Coutinho Borba, da 3ª Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre, destacou que o ex-sócio já possuía autorização para saídas temporárias, sempre com monitoramento eletrônico. A nova determinação exige o uso contínuo de tornozeleira eletrônica e comparecimento regular ao Judiciário.
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O incêndio na Boate Kiss, ocorrido em 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria, resultou em 242 mortes e mais de 600 feridos. A tragédia teve início quando o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus, utilizou um artefato pirotécnico de forma inadequada, atingindo o teto da boate e desencadeando um incêndio com consequências devastadoras.
O processo judicial, que se estendeu por anos, envolveu diversas etapas e recursos. Em 2021, após um recurso apresentado pelas defesas, o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que manteve as condenações, mas com a redução das penas, que foram ajustadas para os envolvidos.
Além de Elissandro, outros responsáveis pelo ocorrido, como Mauro Hoffmann, Marcelo de Jesus e Luciano Bonilha, também tiveram suas penas reduzidas, refletindo as decisões judiciais que acompanharam o caso ao longo dos anos.
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