Embaixador do Irã na ONU critica Trump! Saiba o que Amir Saeid Iravani disse sobre as ameaças e a preparação militar do Irã.
O embaixador do Irã junto às Nações Unidas manifestou nesta terça-feira, dia 7, sua forte oposição às ameaças extremas proferidas por Donald Trump contra o país. Ele classificou tais declarações como “irresponsáveis”.
“O presidente dos Estados Unidos voltou a usar uma linguagem que não é apenas profundamente irresponsável, mas também extremamente alarmante”, afirmou Amir Saeid Iravani. O embaixador acrescentou que o comentário expõe abertamente a intenção de cometer crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
Em resposta às ameaças de Donald Trump, que chegou a falar em aniquilar uma “civilização inteira”, o vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Aref, garantiu que o país está preparado para qualquer cenário de conflito com os Estados Unidos e Israel.
Em uma mensagem divulgada na plataforma X, Aref declarou: “A segurança nacional e a sustentabilidade das infraestruturas são objeto de cálculos precisos. O governo finalizou em detalhe as medidas necessárias para todos os cenários. Nenhuma ameaça escapa à nossa preparação e aos nossos serviços de inteligência”.
As declarações ocorreram após Trump alertar que, caso o regime iraniano não atendesse ao seu ultimato, “Toda uma civilização morrerá esta noite, para nunca mais retornar”. Trump havia escrito em sua plataforma Truth Social: “QUEM SABE?”.
O presidente dos EUA intensificou as ameaças contra o Irã na segunda-feira, em comentários feitos a repórteres durante um evento de Páscoa na Casa Branca. O republicano reiterou que o prazo para negociações de paz terminaria nesta terça-feira, dia 7.
Trump havia afirmado: “Eles me pediram algum tempo e eu concedi dez dias. Não vamos mudar o prazo final novamente. Todo o inferno será liberado contra o Irã sem um acordo de cessar-fogo até esta data”.
Nesta terça, o Irã suspendeu as negociações com os Estados Unidos e comunicou ao Paquistão que não participaria mais de conversas sobre um cessar-fogo, conforme informações de altos funcionários iranianos repassadas ao jornal New York Times.
A decisão iraniana acontece em um cenário de crescentes tensões na região, sem sinais imediatos de retomada do diálogo. Não foram divulgados detalhes sobre os motivos da suspensão nem sobre condições para reabrir as conversas.
Tentando amenizar uma escalada maior do conflito, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, solicitou na quarta-feira (horário local) uma extensão do prazo. Sharif pediu a Trump que estendesse o prazo por duas semanas e que o Irã abrisse o Estreito de Ormuz por um período similar como gesto de boa vontade.
O Paquistão tem atuado como principal mediador das propostas entre Irã e Estados Unidos, mas, até o momento, não há sinais de um acordo consolidado entre as partes.
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