“Emergência Radioativa” explode na Netflix! Saiba como a minissérie, inspirada em 1987, conquistou o Top 1 global e gerou buscas por Césio-137 em 46 países.
A minissérie “Emergência Radioativa” consolidou-se como um grande sucesso no cenário brasileiro da Netflix. Segundo a Flixpatrol, plataforma especializada em monitorar audiências de serviços de streaming, o impacto da obra foi notável.
Além do êxito interno na plataforma, a série gerou grande interesse em pelo menos 46 países, conforme dados fornecidos pela empresa à EXAME. O interesse internacional demonstra o alcance do tema.
As buscas relacionadas à série no Google revelaram um interesse significativo em diferentes regiões. Após o Brasil, Portugal, Irlanda e países da América do Sul e do Leste Europeu lideraram os picos de pesquisa sobre “Emergência Radioativa”.
O ranking de buscas incluiu países como Polônia, Chéquia, Uruguai, Eslováquia, Paraguai, Romênia, Argentina e Irlanda, evidenciando o interesse global.
O lançamento da obra também impulsionou drasticamente as pesquisas sobre Césio-137. As buscas pelo tema aumentaram 46 vezes no Google, com um salto de 4.480% no Brasil e 2.260% globalmente.
Na segunda semana de exibição, “Emergência Radioativa” alcançou o Top 1 global de minisséries de língua não-inglesa mais assistidas na Netflix. A produção acumulou mais de 10,8 milhões de visualizações nesse período.
A série figurou no Top 10 em 55 países, confirmando seu apelo internacional. Lançada em 18 de março, ela é inspirada no trágico acidente com Césio-137 ocorrido em Goiânia, em 1987.
Criada por Gustavo Lipsztein e dirigida por Fernando Coimbra, a produção foi realizada pela Gullane. Ambientada em 1987, a trama acompanha profissionais de saúde e vítimas ao enfrentarem o pânico e o preconceito em uma corrida contra o tempo para conter a contaminação e salvar a cidade.
O elenco conta com Paulo Gorgulho, Bukassa Kabengele, Alan Rocha, Antonio Saboia, Luiz Bertazzo e Tuca Andrada, recebendo participações especiais de Leandra Leal e Emílio de Mello.
A origem do acidente remonta a 1972, quando a CNEN permitiu ao Instituto Goiano de Radioterapia (IGR) adquirir um equipamento de fabricação italiana para uso radiológico, segundo o Ministério Público Federal.
Com o tempo, o IGR mudou de sede, mas acabou abandonando o equipamento, já obsoleto, nas ruínas do antigo prédio, sem notificar a CNEN ou a Secretaria Estadual de Saúde de Goiás.
Em maio de 1987, a demolição do prédio ocorreu sem aviso sobre o material radioativo. O acidente começou em 27 de setembro, quando catadores encontraram o equipamento e o desmontaram para venda a um ferro-velho.
A cápsula foi rompida, liberando um pó radioativo de luz azul. Devair Alves Ferreira, dono do ferro-velho, levou o Césio-137 como presente para sua sobrinha de seis anos, Leide das Neves, que se tornou a primeira vítima fatal. As reações visíveis surgiram dias depois do contato inicial.
A Secretaria de Saúde de Goiás identificou e isolou sete focos de contaminação. Entre setembro e dezembro de 1987, a CNEN monitorou 112.800 pessoas, das quais 249 apresentaram contaminação, 49 foram internadas, 14 transferidas gravemente para o Hospital Militar Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, e quatro pessoas vieram a falecer.
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