Empresas ocidentais testam candidatos com insultos a Kim Jong-un em entrevistas remotas?

Empresas ocidentais usam testes incomuns em entrevistas remotas! Descubra como recrutadores testam candidatos por laços com Coreia do Norte.

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(Imagem de reprodução da internet).

Empresas Ocidentais Adotam Testes Incomuns em Processos Seletivos Remotos

Empregadores nos Estados Unidos e em outros países do Ocidente começaram a implementar métodos bastante peculiares para identificar potenciais hackers ligados à Coreia do Norte durante entrevistas de emprego remotas. Essa prática surgiu após investigações que apontaram tentativas sistemáticas de infiltração em companhias estrangeiras, conforme relataram autoridades americanas.

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O Teste de Insulto a Kim Jong-un

Um vídeo que se tornou viral na rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, exibiu um recrutador solicitando a um candidato que proferisse insultos contra Kim Jong-un, o líder norte-coreano. A exigência específica foi chamar o governante de “porco gordo e feio”.

Essa solicitação visa provocar uma reação que, no contexto do regime, seria considerada ilegal. A estratégia está sendo utilizada como um teste indireto para avaliar a real autenticidade dos candidatos e verificar possíveis laços com o país asiático.

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Sanções Internacionais e Financiamento Militar

É importante notar que empresas dos EUA e da Europa estão impedidas de contratar cidadãos norte-coreanos devido a sanções internacionais. Tais medidas visam, principalmente, conter o financiamento de programas militares do país.

Rastreamento de Fundos Ilícitos

O Departamento do Tesouro dos EUA indicou indícios de que os salários desses profissionais poderiam ser desviados para iniciativas relacionadas ao desenvolvimento de armas nucleares e mísseis. Em novembro de 2025, cinco indivíduos confessaram participação em um esquema para inserir trabalhadores falsos em empresas americanas de tecnologia.

Segundo o Departamento de Justiça, essa fraude afetou um mínimo de 136 empresas, gerando um prejuízo estimado que ultrapassa US$ 1 milhão. Esse valor seria destinado ao governo norte-coreano.

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Aumento da Defesa Contra Ataques Cibernéticos no Ocidente

Além das fraudes em processos seletivos, há uma crescente preocupação com ciberataques que são atribuídos a grupos ligados à Coreia do Norte. Um caso recente envolveu a plataforma descentralizada Drift Protocol, que sofreu um prejuízo aproximado de US$ 270 milhões.

Grupos Suspeitos e Vetores de Ataque

Essa ação foi associada ao coletivo conhecido como NC4736, também chamado de AppleJesus ou Citrine Sleet. Outro incidente reportado envolveu a empresa Axios, onde investigadores apontaram que invasores obtiveram acesso ao sistema após uma reunião profissional realizada via Zoom.

A partir dessa interação, foi possível introduzir códigos maliciosos e comprometer a rede interna da organização. Os padrões observados indicam a construção gradual de confiança com funcionários, estendendo-se por semanas ou meses.

Necessidade de Protocolos de Segurança Reforçados

Esse método de infiltração facilita o acesso a sistemas corporativos vitais e aumenta o potencial de danos. Isso reforça a urgência por protocolos de verificação e segurança digital muito mais rigorosos em todas as corporações.

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