Enfermeiros Agora Podem Prescrever Antibióticos com Nova Resolução do Cofen
O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) anunciou a publicação de uma resolução que concede aos enfermeiros a autorização para prescrever antibióticos aos pacientes. A medida permite que a classe profissional receite medicamentos como amoxicilina, azitromicina e eritromicina, expandindo significativamente o escopo de atuação da enfermagem no tratamento de infecções.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Essa decisão se alinha com uma atualização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 2025, que, em conjunto com o Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), passou a permitir que enfermeiros monitorassem a prescrição e o uso dessas medicações.
A principal questão que emerge é o impacto direto do SNGPC na capacidade dos enfermeiros de exercerem essa nova função.
LEIA TAMBÉM!
O SNGPC, que monitora compras, transferências, vendas e perdas de medicamentos em farmácias particulares, desempenha um papel crucial no controle e na segurança do uso desses antibióticos. A atualização da Anvisa e a implementação do SNGPC foram os catalisadores para que o Cofen pudesse formalmente autorizar a prescrição por parte da enfermagem.
Com a nova resolução, os enfermeiros agora podem tanto prescrever quanto monitorar o uso dos antibióticos. Essa combinação de responsabilidades representa uma mudança significativa na prática da enfermagem e no acesso dos pacientes a tratamentos médicos.
Apesar da autorização, é fundamental que os pacientes recebam informações claras sobre a indicação da medicação e os critérios a serem seguidos. Os protocolos e as diretrizes estabelecidas devem ser rigorosamente respeitados para garantir a eficácia e a segurança do tratamento.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Reações do Conselho de Medicina e da AMB. O Conselho Federal de Medicina (CFM) se posicionou contra a medida, argumentando que a prescrição de medicamentos é uma competência privativa dos médicos. A Associação Médica Brasileira (AMB) também se manifestou contrária, ressaltando a necessidade de conhecimento técnico-científico aprofundado para a prática da prescrição de medicamentos.
