Estabilidade nos combustíveis interrompe alta de 4 semanas! Saiba como o conflito no Irã e ações do governo afetam preços e o que esperar em 2026
Os valores dos combustíveis apresentaram estabilidade na última semana, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) nesta segunda-feira, dia 6. Este movimento encerra uma sequência de quatro semanas consecutivas de aumentos nos preços praticados nos postos.
O levantamento da ANP mostrou que a gasolina comum teve um preço médio de R$ 6,78 por litro no período compreendido entre 29 de março e 4 de abril. Já o diesel manteve-se estável em R$ 7,45 por litro.
Apesar da pausa recente, o diesel registra um acúmulo de alta de 23,56%, enquanto a gasolina acumulou um avanço de 7,96%. Esse cenário está diretamente ligado ao conflito no Irã, que fez o preço do petróleo ultrapassar a marca de US$ 100 por barril.
Desde o início do conflito, os combustíveis têm sofrido aumentos sucessivos nas bombas. Paralelamente, o governo federal implementou ações para mitigar os impactos ao consumidor, como fiscalizações nos postos e a redução de tributos, incluindo o PIS Cofins, que foi zerado.
O governo também negociou com os estados a concessão de uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, valor equivalente ao ICMS. Este montante seria dividido, com R$ 0,60 pagos pela União e os outros R$ 0,60 pelos estados.
Para evitar repasses mais acentuados ao consumidor e ao setor de transporte, o governo propôs um pagamento de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores, referente ao PIS Cofins zerado. As empresas que aderirem ao programa devem respeitar um teto de preço definido.
A adesão inicial a essa medida envolveu cinco companhias, conforme apurado pela ANP: Petrobras, Refinaria de Mataripe (operada pela Acelen, controlada pelo fundo Mubadala Capital), Sea Trading Comercial, Midas Distribuidora e Sul Plata Trading.
A proposta federal estabelece o subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel até o final de maio, dividido igualmente entre União e estados. Este acordo teria uma duração de dois meses, com uma estimativa de perda de arrecadação de cerca de R$ 1,5 bilhão para os estados.
A compensação por essa perda ocorreria pela retenção de parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Dessa forma, os estados não precisariam zerar o ICMS, como sugeria a proposta inicial, mas sim seguir este mecanismo de transferência de recursos.
A discussão ocorreu no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com a participação de representantes estaduais na semana passada. A contribuição dos estados seria proporcional ao volume de diesel importado consumido em cada unidade federativa, com critérios que ainda precisam ser definidos localmente.
“A contrapartida estadual será proporcional ao volume de diesel consumido em cada unidade da federação, conforme critérios a serem definidos por esse conjunto federativo”, explicou o Ministério da Fazenda em seu comunicado.
O Comsefaz informou que as cotas dos estados que optarem por não aderir à medida não serão redistribuídas, mantendo o caráter voluntário da iniciativa. O Comitê ressaltou que a medida visa reforçar o diálogo cooperativo entre União e estados, buscando soluções conjuntas para a estabilidade de preços e o equilíbrio das contas públicas.
Segundo o Ministério da Fazenda, 80% dos estados já confirmaram participação. O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou que apenas dois ou três estados ainda estavam analisando a proposta, com prazo de resposta até a sexta-feira.
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