Os Estados Unidos anunciaram a apreensão de dois petroleiros no Oceano Atlântico nesta sexta-feira, 9 de maio de 2026. O objetivo das ações foi impedir a saída de petróleo venezuelano do país. Este é o quinto navio retido nas últimas semanas, parte de uma operação coordenada para controlar o fluxo de petróleo nas Américas e reforçar as sanções contra o governo de Caracas.
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Um dos navios, o “Olinia”, é descrito como “um petroleiro da ‘frota fantasma’ suspeito de transportar petróleo embargado”. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, informou que o navio “zarpou da Venezuela tentando escapar das forças americanas”.
A apreensão ocorreu após semanas de perseguição no Atlântico.
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A operação envolve a Guarda Costeira dos EUA e, segundo relatos, contou com apoio da Força Aérea Real Britânica. Navios e um submarino russo estavam presentes na área durante a abordagem. A tripulação do Marinera, anteriormente conhecido como Bella-1, e do M Sophia, que transportava petróleo venezuelano sob bandeira panamenha, enfrentará acusações criminais, conforme declarado pela procuradora-geral Pam Bondi.
Os dois petroleiros são considerados parte de uma “frota paralela” utilizada para contornar as sanções e transportar petróleo de Venezuela e Irã. O governo norte-americano enfatiza que apenas transporte marítimo em conformidade com as leis e interesses de segurança nacional será permitido. “Há um potencial econômico ilimitado para o setor energético venezuelano por meio de canais comerciais legítimos e autorizados estabelecidos pelos Estados Unidos”, afirmou Stephen Miller, chefe de gabinete adjunto da Casa Branca.
A apreensão do M Sophia, que transportava petróleo venezuelano sob bandeira panamenha, representa a quarta apreensão semelhante em poucas semanas. A situação ocorre em meio a um feriado nacional na Rússia, onde o Kremlin não comentou o incidente.
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