Estreito de Ormuz: Preços do Petróleo Podem Disparar para US$ 150!

Crise no Estreito de Ormuz Ameaça Aliviar Preços do Petróleo
O mercado internacional de energia enfrenta uma situação crítica após o fechamento do Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte de petróleo. Analistas do Morgan Stanley alertam para uma “corrida contra o tempo”, prevendo que o preço do barril do petróleo pode subir para US$ 150 se o bloqueio persistir.
A situação se agrava com o conflito em curso entre Estados Unidos, Israel e Irã, sem sinais de um cessar-fogo imediato.
Ajustes no Mercado e Previsões de Preços
Inicialmente, o impacto do fechamento de Ormuz foi atenuado por ajustes logísticos e estratégicos. Os Estados Unidos aumentaram as exportações em cerca de 3,8 milhões de barris por dia, enquanto a China reduziu suas importações em 5,5 milhões de barris diários.
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Essa combinação ajudou a diminuir a pressão sobre o mercado. No entanto, essa dinâmica está mostrando sinais de desgaste, com a capacidade dos EUA sob pressão. O Morgan Stanley projeta que o petróleo Brent, caso reaberto em junho, alcance US$ 110 neste trimestre, US$ 100 no terceiro trimestre e US$ 90 no próximo ano.
Cenário Pessimista e Impacto Global
Em um cenário mais pessimista, com o bloqueio prolongado até julho, os preços poderiam subir para US$ 130 a US$ 150 por barril, gerando preocupações sobre uma desaceleração econômica global. O banco destaca que o Brent precisaria compensar o esforço que até então evitou.
O petróleo Brent para julho estava sendo negociado a US$ 103,83, com alta diária de 2,51%, na manhã de segunda-feira, 11. O West Texas Intermediate (WTI) avançava 2,35%, cotado a US$ 97,66.
Gargalos Logísticos e Persistência da Crise
Mesmo com a possível reabertura de Ormuz, os impactos na cadeia global não desapareceriam imediatamente. A retomada da produção em campos afetados, os reparos em refinarias e o reposicionamento da frota de petroleiros prolongariam os efeitos da crise por vários meses.
O Morgan Stanley estima que gargalos retirariam cerca de um bilhão de barris do mercado global até o fim de 2026, mesmo que o estreito reabrisse amanhã. Esse tempo é necessário para reiniciar os campos, reparar as refinarias e reposicionar a carga de petroleiros.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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