EUA impõem sanções a ministro do STF, gerando divisão no STF
“Luz no fim do túnel”, escreveram nas redes após ausência de apoio unânime ao ministro e baixa adesão a jantar com Lula.

A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou otimismo diante dos primeiros indícios de fragmentação no STF (Supremo Tribunal Federal) após o ministro Alexandre de Moraes ter sofrido sanções dos Estados Unidos, por meio da Lei Magnitsky, que o impede de efetuar operações com instituições financeiras ou econômicas norte-americanas.
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Conforme revelado pelo Poder360, mesmo com a pressão de Moraes, mais de metade de seus colegas não assinaram a carta em sua defesa divulgada na quarta-feira (30.jul). A divisão na Corte ficou ainda mais evidente quando apenas seis dos onze ministros compareceram ao jantar oferecido pelo presidente Lula no Palácio da Alvorada, na quinta-feira (31.jul.2025).
Deputados e senadores da oposição comemoraram a crise na Justiça Federal.
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O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou: “Ao que parece, está tudo indo muito bem!”, estando nos Estados Unidos desde março. Ele se mudou para o país com a intenção de articular sanções contra Moraes.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que os outros ministros não desejam ser “contaminados” por Moraes nem “pagar a fatura dos abusos patrocinados por ele”.
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“As pessoas começaram a entender qual é o verdadeiro problema no Brasil”, declarou.
“Luz no fim do túnel?”, publicou o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, em tom de provocação.
O Supremo Tribunal Federal enfrenta crise.
Três dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal não participaram do jantar oferecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada na quinta-feira (31.jul.2025), um dia após a maioria dos integrantes do STF se recusar a assinar uma carta em defesa do ministro Alexandre de Moraes, alvo de sanções dos Estados Unidos.
O jantar com o presidente contou com a presença dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Os ministros Carmen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça não participaram do evento.
A ausência de quase metade dos ministros no jantar presidencial tornou pública a falta de consenso no Supremo.
Moraes solicitou aos colegas uma posição unificada após ser alvo de restrições impostas pela Lei Magnitsky dos Estados Unidos. O Poder360 apurou que mais de metade dos 11 ministros do STF consideraram inadequado elaborar um documento assinado por todos para contestar uma decisão interna dos EUA. Essa atitude dos colegas desapontou Moraes, que esperava ter apoio unânime.
Fonte por: Poder 360