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Ex-chefe da Polícia Civil do DF foi detido em Brasília


Ex-chefe da Polícia Civil do DF foi detido em Brasília
(Foto Reprodução da Internet)

O ex-diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal Robson Cândido foi preso na manhã deste sábado (4) em sua casa, na região administrativa do Park Way, em Brasília. A prisão preventiva (sem prazo para acabar) foi decretada pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Águas Claras.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MP-DFT) está investigando Cândido por ameaçar e perseguir duas mulheres. Foi divulgada essa informação no começo de outubro.

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Além de prenderem o ex-diretor, também fizeram buscas na casa dele e em uma delegacia em Ceilândia. Acredita-se que os equipamentos da delegacia possam ter sido usados nos crimes e que uma das vítimas tenha sido grampeada.

O delegado-chefe da unidade, Thiago Peralva, é suspeito de auxiliar Cândido no grampo e no crime de stalking. Ele também é investigado no caso.A operação foi cumprida pelo Núcleo de Investigação e Controle Externo da Atividade Policial (Ncap) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ambos do MP-DFT.

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A defesa de Cândido disse que não conhece os termos da prisão e que se manifestará em “momento oportuno”. Não conseguimos contato com a defesa de Peralva. O espaço segue aberto.

A Polícia Civil do Distrito Federal não irá dar informações sobre o caso. Ao ser procurado, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios também não se pronunciou.

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Cândido foi exonerado do posto que ocupava na Polícia Civil no começo de outubro, após ter sido denunciado pelas mulheres, que registraram boletim de ocorrência. Semanas depois de deixar o comando da Polícia, ele se aposentou.

O então diretor-geral ficou no cargo por quase cinco anos, durante todo o primeiro mandato do governador Ibaneis Rocha, e mais nove meses nessa segunda gestão. Antes de ser o DG da Polícia Civil, foi chefe da delegacia do Núcleo Bandeirante (DF). José Werick Carvalho, então chefe de gabinete dele, foi nomeado para o cargo.

No dia 4 de outubro, foi informado que o delegado está sendo investigado pela Delegacia da Mulher e pela Corregedoria-Geral devido a duas mulheres que o acusaram de ameaças e perseguição. Os casos estão relacionados à Lei Maria da Penha.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgou uma nota oficial após uma semana do caso ser revelado, explicando que a Corregedoria do órgão está investigando o assunto de acordo com a lei em vigor.

O Ministério Público do Distrito Federal está investigando Cândido. O responsável por essa investigação é o Núcleo de Investigação e Controle Externo da Atividade Policial (NCAP).

Revise o caso

O então diretor-geral da Polícia Civil foi exonerado do mais alto posto da instituição em 2 de outubro após ser alvo da Corregedoria e da Delegacia da Mulher (Deam).

Duas mulheres denunciaram o delegado por ameaças e registraram um boletim de ocorrência.

No depoimento, a primeira mulher teria dito que foi ameaçada por Cândido e uma amiga dela pediu ajuda a um policial e a outra amiga para que fosse socorrida à uma Deam.

A outra mulher envolvida no caso, que também denunciou as ameaças, disse que também foi perseguida pelo delegado. Ela entregou vídeos e mensagens à polícia.

As ocorrências foram registradas na noite anterior, um dia antes de o diretor-geral pedir exoneração ao governador Ibaneis Rocha (MDB). Cândido justificou que precisava “cuidar de problemas pessoais”.

Foi confirmado que a Polícia Civil está investigando o diretor-geral por violência contra mulheres. A Corregedoria recolheu as quatro armas dele. Por ser um caso de violência contra mulheres, as informações estão sendo tratadas em sigilo.

A Polícia Civil do Distrito Federal informou que, ao ficar sabendo disso, a Corregedoria assumiu as ocorrências e iniciou os procedimentos necessários.

com informações de Elijonas Maia e Larissa Rodrigues


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