Ex-Diretor do INSS Avalia Delação em Escândalo
Em um desenvolvimento recente na operação que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), fontes ligadas à investigação revelaram que um dos presos, ex-diretor de uma das entidades envolvidas, está considerando seriamente a possibilidade de firmar um acordo de colaboração premiada.
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O objetivo seria fornecer novas informações sobre o funcionamento do esquema e identificar os demais participantes.
Segundo relatos obtidos em conversas confidenciais, o ex-diretor demonstrava crescente desconforto com seu isolamento político, percebendo uma falta de apoio de aliados e de outros atores que estavam envolvidos nos descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas.
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A situação se agravou no momento em que a Polícia Federal intensificou seus esforços para investigar o núcleo financeiro da organização.
Com as contas bancárias bloqueadas e sem recursos para arcar com os custos da defesa, o investigado passou a ponderar a viabilidade de colaborar com as autoridades. A decisão surge em um momento crucial, à beira da retomada dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Antes, o ex-diretor mantinha contato regular com políticos e representantes de instituições em Brasília.
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As informações preliminares indicam que os advogados do investigado buscarão o Ministério Público para iniciar formalmente as tratativas sobre um possível acordo de colaboração. A delação ocorre em meio a uma investigação que já chegou ao Supremo Tribunal Federal e envolve o senador Weverton Rocha (PDT-MA).
A movimentação tem gerado apreensão no meio político, devido ao temor de que a colaboração possa revelar o envolvimento de membros do Congresso Nacional.
