Executivos da ExxonMobil e outras petroleiras americanas alertam: Venezuela continua “não investível”! Trump busca retorno, mas riscos e incertezas pairam no país. Chevron surge como possível parceiro com produção de 240 mil barris/dia
Executivos de grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos demonstraram uma postura cuidadosa diante das declarações do ex-presidente Donald Trump, que incentivava o setor a investir na Venezuela. O CEO da Exxon Mobil, Darren Woods, expressou que, com as condições atuais, o país não era considerado um local viável para investimentos.
Essas informações foram divulgadas pela agência de notícias Bloomberg após uma reunião na Casa Branca, convocada em meio à instabilidade política no país.
Durante o encontro, os executivos destacaram que os riscos legais, comerciais e políticos ainda representavam um obstáculo para compromissos financeiros de longo prazo. Eles questionaram a durabilidade das garantias financeiras, a forma como os contratos seriam estruturados e a previsibilidade dos retornos ao longo de décadas.
A falta de segurança jurídica e a incerteza política eram fatores cruciais em suas decisões.
Darren Woods, do Exxon Mobil, mencionou que a empresa já havia sofrido a confiscação de ativos em duas ocasiões no país. Apesar de demonstrar disposição para enviar uma equipe ao país em caso de convite formal e garantias adequadas de segurança, a empresa ainda não havia tomado uma decisão definitiva.
A complexidade do cenário venezuelano e os riscos envolvidos continuavam sendo os principais fatores a serem considerados.
Após a reunião, o presidente Donald Trump afirmou que um “acordo” havia sido alcançado, e o secretário de Energia, Chris Wright, apontou a Chevron como o único exemplo concreto de compromisso. Mark Nelson, vice-presidente do conselho da Chevron, informou que a empresa produzia atualmente cerca de 240 mil barris por dia na Venezuela e poderia elevar esse volume em aproximadamente 50% nos próximos 18 a 24 meses.
Outros participantes da reunião evitaram apresentar planos claros. Harold Hamm, fundador da Continental Resources, expressou otimismo do ponto de vista exploratório, mas ressaltou a necessidade de investimentos significativos e o tempo necessário para que os projetos se tornassem viáveis.
A situação na Venezuela ainda é complexa e desafiadora para a indústria petrolífera.
Apesar das grandes reservas de petróleo da Venezuela, a produção do país caiu drasticamente devido ao abandono, à saída de empresas estrangeiras e à deterioração da infraestrutura. A reconstrução das plataformas, a limpeza dos danos ambientais e a recuperação dos oleodutos representam um investimento de bilhões de dólares e podem levar anos para serem concluídos.
A perspectiva de retorno sobre o investimento ainda é incerta para muitas empresas, o que explica a classificação do país como “não investível” por parte de alguns setores da indústria petrolífera.
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