Exército Israelense alega: Jornalista Al Jazeera morto em Gaza era infiltrado do Hamas?

Exército Israelense alega que jornalista Al Jazeera morto em Gaza era infiltrado do Hamas. Veja o que dizem fontes e o que a Al Jazeera respondeu

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(Imagem de reprodução da internet).

Exército Israelense Alega que Jornalista Morto em Gaza Era Infiltrado do Hamas

O exército israelense informou nesta quinta-feira, dia 9, que o jornalista da emissora Al Jazeera, Mohammed Wishah, falecido no dia anterior durante um ataque em Gaza, seria, na verdade, um combatente infiltrado que se fazia passar por repórter.

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A alegação militar contradiz os relatos de organizações de imprensa e de outras fontes que condenaram o incidente.

A Versão das Forças Armadas de Israel

O comunicado do exército israelense detalhou que suas forças teriam atacado e eliminado Wishah. Segundo o relatório, ele seria um “terrorista-chave” envolvido no quartel-general de produção de foguetes e armas do Hamas, com planos de atacar soldados israelenses na região.

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Adicionalmente, o texto afirmou que Wishah operava sob o disfarce de jornalista da Al Jazeera, utilizando essa identidade para promover atividades consideradas terroristas contra as forças militares e o Estado de Israel.

Reações Internacionais ao Assassinato

A emissora Al Jazeera, cuja sede fica no Catar, emitiu uma condenação na quarta-feira. O veículo de comunicação lamentou o que chamou de “crime hediondo” ao atacar e matar o correspondente, Mohammed Wishah, durante um deslocamento na região oeste da Faixa de Gaza.

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) também manifestou seu repúdio ao assassinato. A RSF apontou que Wishah faz parte de um grupo maior, citando mais de 220 jornalistas mortos em dois anos e meio pelas forças israelenses em Gaza, sendo que pelo menos 70 deles foram vítimas enquanto exerciam suas funções jornalísticas.

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Contexto de Violência em Gaza

Apesar da existência de um cessar-fogo em vigor em Gaza desde outubro, a tensão e a violência persistem no território palestino. Israel e Hamas continuam a trocar acusações mútuas sobre a violação dos termos do acordo de trégua.

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