Deputada Estadual Fabiana Bolsonaro Detona Polêmica com Imitação Racial
A deputada estadual Fabiana de Lima Barroso Souza, conhecida como Fabiana Bolsonaro, gerou grande repercussão na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) devido a um incidente em que utilizou maquiagem para imitar a aparência de uma pessoa negra.
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O episódio, que envolveu a prática de “blackface“, levantou críticas e acusações de racismo. A parlamentar, que atua no Partido Liberal (PL), não possui relação familiar com o ex-presidente Jair Bolsonaro ou com seus filhos.
Segundo informações do Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral, o registro de candidatura de Fabiana utilizou seu nome completo, sem o sobrenome Bolsonaro, o que demonstra a separação entre as duas figuras. A deputada, que se tornou conhecida em abril de 2022 ao utilizar o nome do então candidato a governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em fotos, defende o direito ao armamento, a oposição ao aborto e à descriminalização das drogas.
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Ela é natural de Barrinha, interior de São Paulo, e possui formação em Direito.
Trajetória e Atuação na Alesp
Fabiana Bolsonaro iniciou sua carreira política em 2020, sendo eleita vice-prefeita de Barrinha, onde também exerceu a função de secretária municipal de Desenvolvimento Social. Em 2022, conquistou uma vaga na Alesp com 65.497 votos, integrando as comissões de Constituição, Justiça (CCJ) e Finanças, Orçamento e Planejamento (CFOP).
Além disso, presidiu a Comissão de Prevenção de Deslizamentos em Encostas e atuou como relatora do Plano Plurianual (PPA) para o período de 2024-2027.
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Propostas e Frentes Parlamentares
A deputada é membro da Frente Parlamentar Evangélica e articula suas ações em defesa do agronegócio, do direito ao armamento e de posições contrárias ao aborto e à descriminalização das drogas. Entre suas propostas legislativas recentes estão projetos que visam garantir o direito dos pais de vetar a participação de seus filhos em atividades pedagógicas sobre gênero, instituir campanhas de conscientização sobre os efeitos do aborto em parceria com outros parlamentares, estabelecer o afastamento de professores em casos de conflitos com convicções religiosas ou morais dos pais, e instituir o Programa de Valorização da Família e dos Princípios Cristãos.
Controvérsia e Repercussão
O incidente na Alesp, em que Fabiana Bolsonaro utilizou a maquiagem para imitar uma pessoa negra, gerou uma intensa discussão. A deputada justificou a ação como um “experimento social” para criticar a deputada federal Erika Hilton, que a acusou de racismo e de praticar “blackface”.
A parlamentar argumentou que não podia compreender as dificuldades enfrentadas por pessoas negras, mesmo se “travestisse de negra”, e comparou a situação com a de Erika Hilton, que, na opinião dela, não saberia o que significa passar por experiências de racismo.
A deputada Mônica Seixas (PSOL) denunciou a atitude como racista e solicitou a suspensão da sessão.
A prática de “blackface” é considerada uma agressão e um símbolo de racismo estrutural, remontando a um período em que pessoas brancas representavam negros em espetáculos teatrais, reforçando estereótipos e justificando a escravidão. O episódio gerou debates sobre questões raciais e a importância de combater o preconceito e a discriminação.
