Fed em Crise: Juros Estagnados e Conflito no Irã Impactam Projeções para 2026

Crise no Irã abala juros nos EUA! Fed adia cortes e revisa expectativas após conflito. Mercado em alerta e incertezas no futuro do Fed em 2026.

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(Imagem de reprodução da internet).

Crise no Irã Impacta Projeções de Juros nos EUA

O conflito em curso no Irã tem gerado incertezas e revisado as expectativas do mercado financeiro americano, especialmente em relação às decisões do Federal Reserve (Fed). A guerra, com seus impactos na economia global, tem levado grandes bancos a repensar a probabilidade de cortes nas taxas de juros, e até mesmo a questionar se esses cortes ainda ocorrerão em 2026.

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O Fed enfrenta um desafio duplo: manter a inflação em torno da meta de 2% e, ao mesmo tempo, sustentar o emprego nos Estados Unidos. O cenário atual, marcado pela instabilidade geopolítica, ameaça ambos os objetivos, gerando um clima de cautela entre os analistas.

Revisões Bancárias e Expectativas Ajustadas

A ferramenta FedWatch, do CME Group, que monitora os contratos futuros de juros, refletiu essa mudança de perspectiva. A probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual em junho foi significativamente reduzida, com a expectativa agora voltada para dezembro.

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Instituições como Goldman Sachs e Barclays também revisaram suas projeções, adiando o início do ciclo de afrouxamento para o segundo semestre de 2026.

Goldman Sachs, por exemplo, passou a prever reduções de 0,25 ponto percentual em setembro e dezembro, atribuindo essa mudança ao aumento dos riscos inflacionários associados ao conflito. Anteriormente, o banco projetava o início do afrouxamento em junho, com outro corte em setembro.

O Barclays também adiou sua previsão, antecipando apenas uma redução ao longo de todo o ano, em vez de múltiplos cortes em 2026.

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Visões Divergentes no Mercado

A visão do mercado como um todo se tornou mais pessimista. O economista-chefe da EY-Parthenon, Gregory Daco, revisou sua projeção para um único corte de 0,25 ponto percentual em 2026, provavelmente em dezembro, expressando a possibilidade de o Fed não realizar nenhum corte no ano.

No Morgan Stanley, o economista-chefe para os EUA, Michael Gapen, adota uma postura mais cautelosa. Ele acredita que o Fed provavelmente ignorará choques temporários de preços de energia, mas que os riscos apontam para cortes mais tardios e significativos caso a economia se enfraqueça.

A lógica é que, em um cenário de desaceleração econômica, o Banco Central terá mais espaço para afrouxar a política monetária.

Recomendação de Aumento de Juros

Carl Weinberg, economista-chefe da High Frequency Economics, defende que o Fed deveria considerar uma elevação de juros na reunião desta semana, como forma de conter a inflação provocada pelo choque do petróleo. Weinberg projeta que a inflação pode chegar a 3,5% até o verão no hemisfério norte.

Contexto Econômico Vulnerável

O impacto do conflito no Irã chega a uma economia americana já fragilizada. O índice de preços ao consumidor, em comparação com o mesmo período do ano anterior, permanece elevado, acima da meta do Fed. Além disso, a taxa de desemprego subiu para 4,4%, e o preço da gasolina atingiu US$ 3,50 o galão, o nível mais alto desde 2024.

O barril de Brent opera em patamar elevado, acumulando alta de cerca de 40% em relação ao período anterior ao conflito, enquanto o WTI, referência americana, também oscila em torno de US$ 100 o barril.

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