FIIs Fortalecem em um Cenário Econômico Seletivo
Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) continuam a demonstrar força no mercado, consolidando sua posição como protagonistas em diversos segmentos, incluindo varejo, logística e escritórios. Em 2025, o setor movimentou um impressionante R$ 3 bilhões, mesmo com a taxa Selic em patamar elevado, refletindo a resiliência e o interesse contínuo por esses ativos.
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O índice IFIX, principal indicador de desempenho dos fundos negociados na B3, acumulou uma alta de 21,1% no ano, um resultado notável considerando o contexto econômico.
Transações de Destaque no Quarto Trimestre
O quarto trimestre de 2025 foi marcado por uma aceleração nas transações imobiliárias, totalizando 64 operações com um volume de R$ 13,8 bilhões. A área transacionada ultrapassou 2,1 milhões de metros quadrados, com um preço médio de R$ 6.293/m².
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A taxa de capitalização foi de 8,6% ao ano, com uma dispersão entre ativos secundários e produtos core. No segmento de escritórios, foram 11 transações totalizando R$ 2 bilhões, com um preço médio de R$ 14.326/m² e uma taxa de capitalização de 9,5% a.a.
Análise do Cenário Econômico
A atividade econômica brasileira apresentou uma moderação, mas manteve uma expansão no terceiro trimestre de 2025, com o PIB variando 0,1%, impulsionado principalmente pela indústria (0,8%) e agropecuária (0,4%). O consumo das famílias subiu 0,1%, o do governo 1,3% e os investimentos 0,9%.
O mercado de trabalho seguiu resiliente, com uma taxa de desocupação estável em 5,2% no trimestre encerrado em novembro, o menor nível desde 2012. A inflação acumulada em 12 meses foi de 4,26%, ainda acima da meta de 3%, com pressões vindas do setor de serviços.
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A Selic permaneceu em 15% ao ano.
Projeções e Perspectivas Futuras
As projeções indicam um crescimento contido, mas sustentado, com o PIB previsto para subir 2,2% em 2025 e 2,0% em 2026, impulsionado pela agropecuária, indústria extrativa e serviços. O consumo das famílias deve crescer 1,4% em 2025, com o apoio da massa salarial em alta e emprego formal.
Os investimentos devem avançar 4,0% no ano. A Selic deve encerrar 2026 em 12,5%, enquanto a inflação projetada é de 4,4% para 2026. O crédito deve permanecer estável, com uma leve queda na relação crédito/PIB, e a dívida bruta deve subir de 79,3% para 83,9% do PIB entre 2025 e 2026.
Tendências do Mercado Imobiliário
Em 2026, o mercado imobiliário deve manter um ritmo ativo, com uma seleção mais criteriosa e foco em ativos de renda previsível, localização consolidada e fundamentos operacionais sólidos. O segmento de logística continua atrativo, enquanto no varejo, o foco será em ativos com histórico consistente de caixa.
O cenário favorece barganhas em reciclagem de portfólios e desalavancagem.
