Ministro do STF rejeita defesas de ex-assessor da Presidência e Marcelo Câmara, réus do Núcleo 2 da trama golpista, por manobra para atrasar o processo.
O ex-assessor internacional da Presidência da República, Filipe Martins, réu no inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado, enviou uma petição escrita à mão ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (10). Ele solicita a revisão da decisão que destituiu seus advogados e nomeou a Defensoria Pública da União (DPU) para sua representação.
Martins argumenta que não autorizou a troca de defensores e considera a medida “abusiva” e contrária ao seu direito de defesa. Em sua petição, ele afirma: “Não autorizei, não solicitei e não consinto que a DPU ou qualquer defensor dativo me represente. Mantenho integral confiança nos advogados Ricardo Scheiffer Fernandes e Jeffrey Chiquini da Costa, que constituí legal e regularmente nos autos”.
Na decisão publicada na quinta-feira (9), o ministro Moraes destituiu as defesas de Martins e do ex-assessor de Jair Bolsonaro, Marcelo Câmara, alegando que os advogados não apresentaram as alegações finais dentro do prazo e teriam adotado uma “manobra procrastinatória” para atrasar o processo. O ministro também acusou as defesas de litigância de má-fé e determinou a atuação da DPU para ambos os casos.
Os advogados de Martins contestaram essa versão, afirmando que não houve perda de prazo. Eles alegam que foi protocolado um pedido para reabertura do prazo, visando contestar documentos apresentados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no final da fase de instrução, os quais, segundo a defesa, não tinham cadeia de custódia e não foram submetidos à perícia.
Na petição, Filipe Martins pede que Moraes restabeleça a legitimidade de seus advogados e rejeite a atuação da Defensoria. Caso o pedido não seja aceito, ele solicita um novo prazo mínimo de 24 horas para que seus defensores apresentem as alegações finais. O advogado Jeffrey Chiquini declarou que a decisão do ministro representa uma “grave violação do direito de defesa e do Estado Democrático de Direito”. Ele informou que a defesa pretende recorrer à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a outras entidades.
Filipe Martins é acusado de fazer parte do “núcleo 2” da suposta trama golpista, sendo apontado pela PGR como responsável pela gestão das ações do grupo. O processo está em fase final, e o julgamento deve ser agendado nas próximas semanas pelo STF.
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