Flamengo e Sisson: O Boicote Histórico Contra o Racismo que Mudou o Futebol!

Flamengo e a luta contra o racismo: um legado chocante! Em 1920, o capitão Augusto Maria Sisson liderou boicote após afronta racista na Argentina. Relembre o episódio que iniciou a resistência no futebol!

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(Imagem de reprodução da internet).

A Semente da Luta: Racismo e o Futebol

A batalha contra o racismo no futebol possui uma história complexa e profundamente enraizada. Um evento marcante, carregado de ironia, deu início a essa resistência organizada. A origem desse movimento surge de uma figura emblemática: o capitão do Flamengo, Augusto Maria Sisson, que se viu diante de uma afronta na Argentina.

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Em 1920, a seleção brasileira, após o Campeonato Sul-Americano disputado no Chile, realizava um amistoso em Buenos Aires. O jornal local, Crítica, publicou uma manchete e uma caricatura racistas, comparando os jogadores da seleção com macacos e utilizando a camisa canarinho na representação.

A reação do capitão Sisson foi imediata e decisiva: ele liderou um boicote à partida.

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O Boicote e o Amistoso Improvisado

Relatos indicam que Sisson confrontou diretamente o responsável pela publicação ofensiva, com o apoio de parte da delegação. Diante da situação, o amistoso foi realizado em um formato reduzido (7×7), resultando na derrota do Brasil por 3 a 1. Esse episódio é reconhecido como o ponto de partida de uma luta secular contra o preconceito no esporte.

O Legado de Sisson

O jornal Crítica encerrou suas atividades em 1962. Augusto Maria Sisson, após sua carreira no futebol, dedicou-se à medicina, nascendo em Niterói (RJ) e faleceu em Porto Alegre aos 87 anos, em 1982. É importante ressaltar que a generalização sobre a população argentina é injusta e preconceituosa, considerando a diversidade do país e suas iniciativas antirracistas.

Racismo Recorrente na Rivalidade

Apesar disso, episódios racistas no futebol argentino, especialmente na rivalidade com o Brasil, têm sido um padrão recorrente ao longo de mais de um século. Um exemplo notório é a manchete do jornal Olé em 1996, que utilizou termos ofensivos em relação ao Brasil e à Nigéria durante as Olimpíadas de Atlanta.

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Em contrapartida, jornais de maior reputação, como La Nación, La Prensa ou La Razón, não adotaram o mesmo tom explícito.

A história demonstra que o combate ao racismo no futebol é uma luta antiga e que continua sendo relevante na atualidade.

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